Tribuna do Leitor

WhatsApp e o livre mercado

Daniel Marques - historiador
| Tempo de leitura: 1 min

A decisão do magistrado Marcel Montalvão de bloquear por 72 horas o whats fere princípios básicos das liberdades individuais, livre concorrência e insere o país entre nações com restrições de direitos.


No atual contexto de um mundo globalizado é imprescindível que haja garantia de direitos, livre concorrência e incentivos para o estabelecimento de novas empresas que geram empregos, renda e impostos. Infelizmente o Brasil está caminhando na contramão dos países desenvolvidos e copiando propositalmente políticas ditatoriais e protecionistas que impedem o crescimento da economia, surgimento de inovações tecnológicas, encarecem o custo de vida entre inúmeros malefícios. Temos o exemplo do whatsApp e o Uber, que são usados para negócios lícitos e fonte de renda para sustento de famílias e, estranhamente, estão sendo alvos de perseguições.


Nunca sairemos do subdesenvolvimento enquanto o Estado, o Judiciário e o Legislativo usarem suas prerrogativas para auxiliar cartéis e monopólios aumentarem seus lucros com a eliminação da concorrência, totalmente diferente de nações desenvolvidas, como os EUA, que incentivam a livre concorrência, apoiam inovações e protegem os empreendedores. Brasil tem a oportunidade de sair da crise utilizando os novos mercados e ferramentas já experimentadas em outros países ou continuar nessa fórmula ultrapassada que infalivelmente nos levará ao colapso financeiro. Cabe à sociedade e aos dirigentes decidirem.

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