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Funcionários da USP decidem entrar em greve amanhã

Estadão Conteúdo
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Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram a realização de uma paralisação na quinta-feira, 12. Além do reajuste salarial, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), o principal motivo do movimento grevista são as medidas de economia tomadas pela administração da universidade, que vive grave crise financeira.

Reprodução Internet
Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram a realização de uma paralisação na quinta-feira, 12.

Segundo Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, os servidores estão preocupados com as limitações de atendimento no Hospital Universitário (que está com o pronto-socorro infantil funcionando apenas de dia, não faz mais atendimento de emergência oftalmológico e está encaminhando mulheres grávidas para outras unidades de saúde). Eles também pedem a reabertura de vagas nas creches da instituição.

Ainda segundo Carvalho, a instituição estaria preparando a terceirização dos restaurantes universitários - em novembro, o governo iniciou uma negociação para instalar restaurantes Bom Prato nas três universidades paulistas. 

Outro motivo para a greve é que a reitoria solicitou ao Sintusp para que desocupasse o imóvel de sua sede, na Escola de Comunicação e Artes (ECA), na Cidade Universitária. "O reitor deu 30 dias (o prazo venceu no último dia 6) para sairmos, mas não vamos desocupar. Ele quer acabar com o sindicato para fazer o desmonte da universidade", disse Carvalho. 

A universidade informou que pediu a desocupação do sindicato tendo em vista a "regularização dos espaços da USP e a necessidade do aproveitamento acadêmico da área".

Reajuste

Com data-base em 1º de maio, os servidores ainda não receberam nenhuma proposta de reajuste. Eles pedem 12,8%, sendo 9,8% de reajuste inflacionário e 3% de perdas anteriores. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) informou que ainda está analisando um índice de reajuste salarial com "grande responsabilidade e avaliando novos indicadores da economia".

 

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