| Samantha Ciuffa |
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| Karen Cristina Dunder, Rafael Salzedas Arbach, Plinio Martins Moreira, Carlos Alberto de Souza, Fátima Marques, João Piauí Oliveira, Marcio José Alves, Tarcísio de Campos e Caio Venicius Sales Daniel |
Com o objetivo de aproximar a sociedade ao detento, o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru realizou, nesta semana, a 1.ª Jornada da Cidadania e Empregabilidade. Entre as várias atividades e benefícios oferecidos, foram emitidos quase 500 documentos: 69 certidões de nascimento e cerca de 400 RGs.
Hoje, a unidade tem 1.640 presos e grande parte ainda não possuí documentação pessoal. Isso porque, para levar um detento até o Poupatempo, por exemplo, é necessário dispor de escolta da Polícia Militar (PM) e disponibilidade de atendimento do órgão estadual. Para ter uma ideia, na segunda, primeiro dia da Jornada, foram emitidas 67 carteiras de identidade.
“A nossa realidade comtempla um por dia, ou seja, demoraria mais de dois meses para atingir toda essa demanda”, observa o diretor do CDP, Plínio Martins Moreira. “Também foram oferecidas emissões de CPFs e carteiras de trabalho durante o evento, que se encerra amanhã (hoje)”.
Moreira adianta que irá receber equipamento para que o RG passe a ser emitido diretamente na unidade. “Deve chegar nos próximos dias e uma equipe será treinada para executar o serviço. Como a permanência aqui é curta, se o preso for transferido antes de pegar o documento, encaminharemos o processo à outra unidade”, explica.
Oficinas profissionais
Além da emissão de documentos, o evento estabeleceu parcerias com diversos segmentos da comunidade e órgãos estatais, o que possibilitou oferecer palestras, exames laboratoriais e até mesmo atendimento jurídico aos presos, realizado por advogados da Fundação de Amparo ao Preso (Funap).
No quesito empregabilidade, foram oferecidas oficinas profissionais. Entre elas, um instituto de beleza proporcionou corte de cabelo. “Trata-se de um incentivo. Mostrar aos detentos profissões que podem ser exercidas sem a necessidade de um diploma universitário, pois muitos saem daqui sem ideia de como se inserir no mercado de trabalho”, detalha Moreira.
De acordo com ele, a Jornada faz parte de uma campanha lançada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que vem sendo realizada nas 41 unidades pertencentes à Coordenadoria da Região Noroeste do Estado. “Houve a percepção da falta de proximidade da sociedade com a realidade do preso. O projeto visa reverter essa concepção”, finaliza Plínio Martins Moreira.
Nome oficial
Aproveitando o evento, o CDP inaugurou novo nome, passando a se chamar Centro de Detenção Provisória “ASP Francisco Carlos Caneschi”. A nomeação faz homenagem à memória do agente que trabalhou na unidade, conhecido como “Chicão do CDP”.
