Cultura

Caras, bocas, piadas e atualidades

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Malavolta Jr.
Situações engraçadas da vida alheia e da própria estão no palco do stand up de Marcus Cirillo

Com histórias, piadas e convidados, o Circuito Riso com Farofa comemora quatro anos nas estradas, bares e eventos institucionais promovendo o gênero stand up comedy com a cara do interior paulista. O espetáculo de Marcus Cirillo já passou por 28 cidades, quatro Estados (São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais), totalizando mais de 500 apresentações.

Neste domingo, dia 22, Marcus volta à sua cidade de origem, Agudos, para uma apresentação beneficente no Seminário Santo Antônio, às 21h, com as participações especiais do comediante Nil Agra e do mágico Caio Martins. A entrada é um litro de leite, que será repassado à Associação do Câncer e ao Grupo Portadoras de Esperança.

O JC teve ontem à tarde uma conversa divertida com o ator e comediante, que tem apenas 25 anos, mas muita coisa para compartilhar.

JC - Como a comédia entrou na sua vida?
Marcus Cirillo -
“É de formação, veio dos meus pais. Eu me sinto bem fazendo as pessoas rirem e sempre quis fazer algo relacionado ao humor. Tanto que larguei trabalho e outras coisas para estudar artes cênicas e ser ator (sou formado pela USC)”.

JC - E o ‘Circuito Riso com Farofa’?

Marcus - “Queria fazer algo diferente e tive a ideia de convidar artistas, a maioria da capital, para os espetáculos de stand up no interior, aproximando do público desses caras geniais que não estão na grande mídia e de mim mesmo, que aprendo muito com eles. Sou eu e mais dois ou três convidados. Por isso, o show é sempre inédito. O circuito visa difundir o termo stand up e criar a cultura de ir aos shows”.

JC - Quais são as suas inspirações?
Marcus -
“Na plateia tem muitos casais e gosto de falar do relacionamento e das diferenças entre homens e mulheres. Conto histórias pessoais, situações que vejo ou me contam. Leio muito, fico ligado às conversas e acesso o Facebook, que é uma janela para coisas interessantes. Também falo de atualidades, como as questões políticas. E gosto de brincar com quem está na plateia. Busco referência entre atores e comediantes, ensaio no banho e filosofo falando sozinho na rua, mas o grande laboratório para testar o texto é o palco”.

JC - O que é fazer humor numa época de ‘humores sensíveis’?
Marcus -
“Tem palavrão que não é necessário, tem piada que não funciona sem palavrão e tem aquela que é melhor nem fazer. Comecei a me limitar por medo de ofender as pessoas e percebi que deixar de brincar com certas coisas é uma forma de discriminação. Toda piada tem alvo, mas hoje vai além dos estereótipos. A gente quer fazer rir, se não fizer, aí fica na ofensa. É preciso saber como brincar e se zuar primeiro, para depois fazer piada dos outros”.

JC - Quais os próximos passos do circuito?
Marcus -
“A raiz do stand up é o show no bar. O público fica mais próximo e à vontade, é gostoso e um desafio também. Assim vou para vários lugares. Tenho feito apresentações em empresas, o que é muito comum em outros lugares e aqui ainda está começando. A partir de 9 de junho inicio uma temporada com espetáculo semanal no Santo Expedito, no Boulevard Shopping, com convidados de todo o Brasil”.

  • Serviço

Stand up beneficente do Circuito Riso com Farofa: domingo, 22 de maio, às 21h, no Seminário Santo Antônio, em Agudos (estrada de Piratininga, Km 4). Entrada: doação de 1 litro de leite.

 

Comentários

Comentários