O Conselho Municipal de Políticas para Mulheres vem por meio deste manifestar seu repúdio ao estupro coletivo sofrido por uma jovem de 16 anos na cidade do Rio de Janeiro. O que está acontecendo com esses “seres humanos” que, além de filmarem um crime, postam nas redes sociais, regozijando-se pelo feito? Seria essa atitude reflexo do meio violento e sem amor em que foram criados?
Seria a certeza da impunidade reinante em nosso país, onde os poderosos driblam a ética as leis e as suas responsabilidades?
Nós, mulheres, não podemos continuar caladas diante do descaso das autoridades para as necessidades humanas. Queremos acompanhamento de nossas crianças desde que nascem, pois desse acompanhamento resultará o comportamento social que definirá o gênero.
O que impera no mundo é a divisão de sexo. O homem manda e a mulher obedece ficando com um papel secundário na sociedade. Não queremos continuar sendo inferiores. Queremos um crescimento econômico acelerado com maior participação na política desenvolvimentista e com justiça social.
Nossa luta não é contra os homens, é a favor da igualdade de direitos. Precisamos despertar nos homens a sensibilidade no sentido de abrir mão desse patrimônio machista que lhes foi imposto ao longo da história.
As mulheres somente avançarão se lutarem pelos seus direitos políticos, sociais, econômicos, culturais e ideológicos, proporcionando assim um futuro melhor para nossas filhas e netas para que não sofram as mesmas barreiras a nós impostas.
Para quem não sabe, a Lei Maria da Penha ainda não foi implementada em sua totalidade na maioria dos estados brasileiros, inclusive São Paulo.
De 2014 a 2015 houve um aumento de 145,5% das denúncias contra a mulher por cárcere privado e de 65,39% nos casos de estupro.
Em 2015 a Central de atendimento a Mulher (180) registrou no primeiro semestre 32.248 ligações sobre violência contra a mulher. Se o caro leitor souber que alguma mulher está sendo vítima de violência, denuncie ao (180). Para fazer a denúncia não há necessidade de identificar-se.
O Disk Denúncia (180) está disponível para mulheres brasileiras no Exterior.