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"Floripa" tem Samuvet para animais

RITA DE CÁSSIA CORNÉLIO
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PMF/Divulgação
 Veículo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência Veterinária (Samuvet), de Florianópolis, é considerado pioneiro em todo o Pais

Serviço Móvel de Emergência Veterinária (Samuvet) é feito em Florianópolis e considerado pioneiro no País. Na capital catarinense foi criado o serviço de emergência veterinária para socorrer cães, gatos e cavalos acidentados. O carro para salvar os animais atropelados, que pertencia à prefeitura, foi retirado do ferro velho pelo diretor do Bem-Estar Animal (Dibea), Eduardo Cavallazzi. Ele pagou do próprio bolso a reforma do veículo e a instalação das luzes de emergência. Para colocar em prática o serviço, os cofres públicos investiram R$ 853,00. Ele é custeado com doações.

O Samuvet, como é chamado, está preparado para atender emergências e conta com uma caixa de transporte para animais menores, uma maca, para maiores, e uma mala de primeiros socorros. Ele conta também com a possibilidade de acoplar uma carreta para transportar até dois cavalos ao mesmo tempo.

O serviço é um dos pioneiros do tipo no Brasil e permite que as ocorrências com animais sejam atendidas 24 horas por dia. São Paulo, Salvador e Recife têm projetos semelhantes, mas ainda não saíram do papel.

A ideia foi levar aos animais o padrão de atendimentos da Polícia Militar em situações de acidentes. Somente as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal estão autorizadas a chamar o serviço.

O Estado de Santa Catarina já tem histórico na criação de projetos e atitudes em prol da proteção dos animais indefesos. Em Araquari (SC), por exemplo, foi sancionada uma lei que dá desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para quem adotar animais abandonados.

A inauguração do ambulatório na cidade de Agudos na visão dos voluntários de proteção animal representa um grande avanço. “O ambulatório para nós é muito importante porque abriu muitas portas. Com ele temos condições de tratar muito mais cães do que antigamente”, diz Tânia Guerreiro.

Antes do ambulatório, todas as consultas e tratamentos de animais abandonados eram custeados pelo voluntariado. “Temos uma parceria com uma clínica, mas nosso atendimento era sempre limitado. Quando acabavam os recursos tínhamos que fazer rifas e tentar, de alguma maneira dinheiro para manter o atendimento. Com o ambulatório, temos condições de atender mais animais abandonados. A castração, nós conseguimos pela prefeitura.”

A voluntária tem atualmente sob sua guarda nove cachorros. “O cão mais velho está aqui há cinco anos. Fiquei com ela. Tenho duas meninas e um machinho que veio na barriga de uma delas, três são meus. Os outros cinco são recolhidos. Tenho três fazendo tratamento de quimioterapia.”

 

ONG S.O.S Patinhas/Reprodução Facebook
Dona Helena, Lena e Zélia em barraca de venda de salgadinhos para ajudar a ONG

S.O.S Patinhas vende salgadinhos

A ONG S.O.S Patinhas de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) continua tendo que desenvolver várias ações a fim de arrecadar fundos para sustentar os mais de 50 cães e 60 gatos recolhidos das ruas. Os animais estão na residência de duas voluntárias, conta Lucilaine Godoy Trabaquini. “A prefeitura não oferece um local para acolhimento. Em uma das casas temos 30 cães e 40 gatos. Em outra, 10 cães e de 18 a 20 gatos.”

Ela conta que o trabalho não recebe nenhum apoio municipal. “Vendemos coxinhas e pizzas. Fazemos rifas. Recebemos doações. Alimentar todos esses animais não é nada fácil. O número é muito grande. Resgatamos em média cinco animais por semana.” Os cães doentes ou com suspeita de leishmaniose são atendidos por um veterinário. “A prefeitura não patrocina nem o exame de leishmaniose. Pagamos um veterinário que vem para a cidade atender em um pet shop.”

A prefeitura de Reginópolis, por meio da diretoria de Saúde, informa que exame de leishmaniose só é feito após avaliação. “Não é que não faz (o exame) e não supre a necessidade. Todas às vezes que temos uma demanda enviamos uma equipe para avaliar. Nos últimos tempos não fomos procurados para fazer o exame. Faz um bom tempo que não temos casos suspeitos.”

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