A memória do brasileiro é do tamanho da formiga aos pés do elefante. Mas ao invés de carimbar a máxima, empresto a lamparina para recordar temas que estão nas prateleiras de órgãos do governo municipal sem que, necessariamente, a maioria dos bauruenses se dê conta.
Vamos a lampejos rápidos de memória, sem a pretensão de detalhar, mas com o objetivo de “levantar a lebre”. A primeira é a da pedalada fiscal. Vedete do noticiário nacional nos últimos meses, em razão do impeachment em andamento de Dilma Rousseff (PT), a artimanha de criar despesa sem lei autorizativa nunca foi instrumento estranho à nossa Cidade Sem Limites.
Na década de 90, o então prefeito Antonio Tidei de Lima realizou, na canetada, desconto de 21% em prestações de mutuários dos núcleos Mary Dota, Índia Vanuíre e Bauru XVI. Sem lei autorizativa para a pedalada, o caso recebeu condenação definitiva no Judiciário. Mas o ex-prefeito conseguiu êxito singular em um recurso já na adiantada fase de execução da sentença. E eis que, a conta da “Pedalada Sem Limites” permanece até hoje em aberto.
Quem acompanhou a gestão de então, lembrará que o então peemedebista tentou aplacar um acerto de contas para a pedalada nas prestações de mutuários da Cohab. Mas o então presidente da Cohab, coronel Alexandre Canova Cardoso, viu erro nas contas e não aceitou o presente de grego.
No próximo capítulo da Memória Sem Limites, vamos discutir a pedalada do Nico Mondelli: tinha de cortar R$ 4 milhões do orçamento de 2016 e, além de não fazê-lo até agora, quer “migrar” receita invisível de R$ 5 milhões do serviço do aterro, serviço que a empresa deixa de realizar e, nesta semana, vai para a iniciativa privada...
O autor é jornalista do JC, da TV Câmara Bauru e compositor