Um certo economista, Daniel Areal, me dirigiu críticas por eu ter afirmado que o Brasil e outros países do mundo passam por uma crise econômica profunda onde um de seus principais pilares é a crise das commodities (o preço do barril de petróleo chegou a cair de 150 dólares para 30 dólares no ápice dessa crise).
Para um economista, desconhecer esse fato é uma enorme surpresa... Bem como desconhecer outros fatos básicos, como a questão da fuga de capitais e o aumento da dívida pública em períodos de recessão. Afinal, quem tem o mínimo de conhecimento sobre como o sistema capitalista funciona, sabe que a crise é parte de sua natureza e tem carácter cíclico. Passamos por uma era de 12 anos de crescimento...
Mas a ideia é querer, no fim, culpar a suposta “era esquerdista” e “bolivariana” do PT para todos os nossos males. Porém, agora que o PT não é mais governo, qual o grande plano da direita? Aumentar o déficit público (algo que Dilma já havia proposto) e destruir os direitos trabalhistas (algo que Dilma se recusou a fazer e por isso sofreu o impeachment). A crise está aí e desde que Temer assumiu o poder cumpre com uma agenda sectária, impopular e inviável. Está cercado de gângsteres a serviço da destruição dos programas sociais e dos direitos da classe trabalhadora. No fim, não animou o mercado. Nem o presente e nem o futuro...
Portanto, caro economista, saber fatos e conceitos elementares de economia não me faz uma pessoa soberba... Assim como a sua ignorância e os seus preconceitos não lhe fazem um sábio. Na verdade, tudo isso é parte do pânico de uma parte da direita - hoje despedaçada - que se engajou ao máximo para tirar Dilma do poder. E agora vê, com assombro, “a horda de gângsteres que tomou o poder” (New York Times)...