Foi enterrado neste domingo (5), no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, o corpo do coronel da reserva e ex-ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho. A cerimônia rápida, às 16h, contou com honrarias militares, execução de marchas, tiros de fuzil e de canhão. Parentes e autoridades elogiaram a atuação política de Passarinho e o aplaudiram na despedida. Aos 96 anos, o também ex-senador e ex-governador morreu em decorrência da idade avançada, na manhã deste domingo em sua residência em Brasília. Segundo o governo do Pará, que decretou luto oficial por três dias, a morte ocorreu em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada. Além de familiares e amigos, compareceram à cerimônia fúnebre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Sérgio Etchegoyen, e o chefe da Casa Militar, Marcos Antônio Amaro. Para o ministro do Supremo, Passarinho deixa um exemplo para a nacionalidade do país e atuou na vida pública com “desprendimento” e “pureza”. “Um homem que teve uma passagem na vida pública muito fértil.”, disse.
Passarinho participou da articulação do golpe militar de 1964 e ficou famoso por uma frase proferida durante a reunião para instaurar o Ato Institucional n.º 5 (AI-5), que deu amplos poderes aos militares em 1968. “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”.