Desde quando surgiu a Operação Lava Jato, o que se verifica é um descontentamento generalizado e um gritante pavor por parte daqueles políticos que traíram os seus eleitores e a sociedade brasileira. Esses homens sem ética e sem valor algum se venderam para uma facção de empresários criminosos que aos poucos foram verminando nos mais variados setores governamentais, chegando, inclusive, a manter relações espúrias com a chefe da Nação que recentemente foi deposta do poder.
O povo brasileiro, acostumado com a impunidade que sempre beneficiava vergonhosamente os políticos, jamais imaginava que um dia esses dignatários da Nação e os donos das mais poderosas empresas do País fossem confinados a uma cela de penitenciária. À Operação Lava Jato coube essa magnífica e admirável tarefa, qual seja, a de mostrar para toda a sociedade brasileira que ninguém está acima do império da Lei.
O Judiciário Federal e a Polícia Federal deram mostras de que essas duas instituições da República não se inclinaram às pressões dos poderosos, muito pelo contrário, responderam duramente que ali não há espaço para negociatas e comércio de consciências. E a resposta não poderia ter ser outra que não fosse pela severa e exemplar condenação dos corruptos e dos corruptores que hoje estão onde sempre deveriam estar: na cadeia!
À Imprensa foi reservada a sagrada missão de fazer veicular por todos os meios disponíveis o acompanhamento e o resultado do árduo trabalho realizado por aquelas duas instituições, missão essa que consolidou ainda mais o Estado Democrático de Direito.
Por essa razão, qualquer governo, partido ou grupo de pessoas que atentem contra a liberdade de Imprensa ou venham a criar qualquer embaraço aos trabalhos da Operação Lava Jato, muito certamente estarão afetando instituições republicanas que a sociedade brasileira já considera como uma conquista intangível do Brasil.