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Após acidente, pedido de semáforo é reforçado

Cinthia Milanez
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O ex-bancário Carlos Santos da Silva, de 49 anos, mora a uma quadra do cruzamento entre a Duque de Caxias e a rua Alagoas, no Parque São Jorge, na região do Jardim Marambá, em Bauru, há 15 anos. Desde então, ele solicita a instalação de semáforo no local, dada a quantidade de acidentes que já presenciou.

Inclusive, um pouco antes das 7h da última terça-feira (14), ele levava a filha para a escola e presenciou uma moça ser atropelada por um carro ali. “Há 15 anos, vejo cenas como essa ‘de camarote’. Minha preocupação é com minhas filhas, que, às vezes, saem a pé para passear com o cachorro. Também tem uma escola ali perto”.

Em nota, a assessoria de imprensa da Emdurb esclarece que a instalação de semáforos é baseada em alguns critérios, como volume mínimo de veículos, interrupção de tráfego contínuo e ocorrência de acidentes. O cruzamento em questão não atinge a quantidade exigida no primeiro quesito.

Em pesquisa já realizada pela Emdurb, a rua Alagoas apresentou volume mínimo de 50 veículos por hora, nas oito horas de maior fluxo. Contudo, o mínimo exigido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é de 200 veículos por hora para a via secundária, no caso, a Alagoas.

Outros quesitos

Quanto à interrupção de tráfego contínuo, outro quesito exigido pelo Denatran, já existem semáforos no cruzamento anterior e no posterior ao da rua Alagoas, fato que, segundo a Emdurb, facilita a travessia de pedestres entre a Duque e a Alagoas.

Segundo a Emdurb, não há como implantar semáforo no local. Quanto aos acidentes, foram contabilizados um atropelamento e uma colisão neste ano, o que também não é suficiente para a instalação.

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