Tribuna do Leitor

Respeitem nossos direitos!

Solange Angelico
| Tempo de leitura: 2 min

Resido há 35 anos num bairro residencial muito tranquilo composto por população bem adulta e aposentados. Mas desde que a Ciretran mudou-se para a quadra 6 da rua Espírito Santo tudo começou a mudar, o bairro que antes tinha pouco tráfego agora nas ruas próximas já está intenso e suas ruas continuam como era antes (mão dupla dificultando o trânsito) e o asfalto muito antigo agora com a passagem de veículos leves e pesados está cheio de buracos que a cada chuva mais aumenta.


Quando foi o início de ano, o fluxo de ônibus, acredito que para fazer documentação na Ciretran, congestionou as ruas do bairro e até mesmo garagens não são respeitadas e muitas vezes é preciso ficar à espera do proprietário do veículo acabar seus afazeres no órgão oficial para ir embora e liberar a passagem das nossas garagens. Mas se tudo isso já era ruim, imaginem agora com a greve na Ciretran.


Desde segunda os grevistas, cujo direito de assim agir eu respeito e não entro no mérito da questão, não respeitam o direito dos moradores do bairro, principalmente os próximos como eu a ter paz, pois ficam buzinando e apitando “vuvuzelas” desde a abertura da Ciretran até seu fechamento e toda a chegada de alguém para fazer documentações eles começam a gritar e cantar e esse barulho é constante e sem fim, deixando a nossa cabeça atordoada; crianças pequenas que ficam aos cuidados dos avós tornaram-se choronas porque não conseguem dormir (aquele cochilo da tarde não temos mais), os cachorros latem e uivam o tempo todo incomodados pelo barulho ensurdecedor.


Penso que se trabalhadores querem ter seus direitos respeitados e até mesmo atendidos, não é dessa forma que irão conseguir porque isso tornou-se apenas uma bagunça sem liderança para a questão da reivindicação de direitos. Ficar o dia todo buzinando, incomodando e desrespeitando o direito dos residentes no bairro ter paz de nada vai ajudar na luta por seus direitos, pois o local para exigir isso não é aqui e sim junto aos nossos representantes políticos e sindicatos em comitês de liderança.


Até quando qualquer um vai fazer a coisa errada em nome de um falso bem?

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