Política

PTB debate "rigor" da lei eleitoral

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Deputado estadual Campos Machado: 450 candidatos em SP

O PTB aproveitou nesse sábado (2) de manhã o 7º Encontro Regional no Hotel Obeid para debater e orientar os seus filiados sobre os “rigores” da Lei Eleitoral. Ao mesmo tempo o evento promoveu um encontro político com a presença dos pré-candidatos a prefeito de  Bauru de Clodoaldo Gazzetta (PSD) e vice de Toninho Gimenez (PTB). Também estavam presentes vereadores e filiados de outros partidos, dos quais PP, PSC, PSD, PEN, PC do B, que devem integrar a aliança majoritária.

A estratégia petebista para todo o Estado é de lançar em torno de 450 candidatos a prefeito e a vice numa articulação de fortalecer a legenda para ter candidato próprio a governador em 2018. O deputado estadual Campos Machado faz uma projeção de que a legenda tem possibilidades de eleger 150 prefeitos e pelo menos 200 vice-prefeitos. Na última eleição municipal, o partido elegeu 57 prefeitos.

O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB) afirma que a Direção Nacional exigiu que o partido dispute eleições em todos os municipais do País. “Vamos ter candidatos em 90% dos municípios. O deputado Campos Machado encampou essa ideia”, declarou o petebista, no sétimo mandato na Câmara Federal e admitiu que pode concorrer ao Senado na próxima eleição.

O quadro eleitoral, no entanto, tem dificuldades devido as recentes prisões de políticos e empresários envolvidos em casos de corrupção, o que desgasta a classe política junto ao eleitorado. Isso resultou em uma minirreforma eleitoral com uma legislação mais restritiva para evitar os exagerados gastos de campanha.

“É uma eleição mais do que atípica. Ela está nivelando os candidatos. Só que tem um problema maior: aqueles que são conhecidos têm mais condições de se eleger e se reelegerem. É uma eleição que não pode placas, faixas, não pode nada”, declarou o deputado.

Pelas novas regras, de acordo com Campos Machado, há cidade que o limite de gasto a vereador não ultrapassa R$ 5 mil para pleito a vereador. “É a eleição da porta em porta, do vizinho a vizinho”, resumiu. Antes da reunião política, os militantes receberam orientações do que pode na campanha eleitoral e o que poderá ser considerado crime eleitoral.

O deputado, por exemplo, diz que a minirreforma saiu do zero ao 80. “Não é possível fazer uma campanha onde você estimula e incentiva até o caixa 2. Já há gente procurando encontrar um caminho para o caixa 3. Então indago: tomamos uma medida paradoxal, radical que não encampa as necessidades. Tem candidatos dizendo eu tenho dinheiro para fazer minha campanha. Esse vai ser privilegiado ou não? Acho que deveríamos ter uma lei em que pudesse dar aos candidatos as mesmas condições. Onde os mais ricos não pudesse ter mais privilégios que o pobre tem”, declarou.

Paralela às discussões de ordem eleitoral, o encontro contou com discursos de Clodoaldo Gazzetta e Toninho Gimenez. Na mesa estavam Fabio Manfrinato (PP), Marcos da Diversidade (PP) e Roberto Sakai (PMB), que há poucos dias estava cogitando se aliar ao PMDB e está rediscutindo a adesão aos peemedebista. A ex-vereadora Maria Jandreice, Majô (PC do B) também participou da reunião e o partido dela deve integrar a coligação.

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