Policiais militares em folga voltarão a ser contratados pela Prefeitura de Bauru para atuar em fiscalizações municipais, relativas a comércio ambulante, irregularidades em estabelecimentos comerciais e licenças de mototaxistas, por exemplo.
A chamada atividade delegada está suspensa desde o dia 23 de março, quando, após dois anos, expirou a vigência do convênio entre a administração local e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O compromisso, agora, foi renovado até junho de 2019.
Comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume afirma que a corporação aguarda os chamados da prefeitura para voltar a escalar policiais para o serviço em favor do município.
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) afirma que, nos próximos dias, o assunto será discutido junto à Secretaria do Planejamento (Seplan), pasta responsável pelo gerenciamento da atividade delegada. “Em breve, ela será retomada”.
O chefe do Executivo alega que o efetivo recrutado pela administração de Bauru deve ser mantido: 14 policiais, distribuídos em três turnos, seis dias por semana. “Não há porque reduzir. O custo desse convênios é baixo”.
Fiscalização
Nas últimas semanas, a retomada da atividade delegada vem sendo reivindicada na Câmara Municipal. Como já ocorreu em episódios anteriores, porém, vereadores sugerem que os policiais contratados pelo município atuem para garantir a segurança e a manutenção do patrimônio público em espaços como a Praça Rui Barbosa.
Rodrigo Agostinho observa que a prática não é autorizada e que a atividade da PM vinculada à prefeitura se restringe à fiscalização, ampliada em 41%, segundo estimativas da Seplan, após o início da atividade delegada.
“É importante porque, muitas vezes, os fiscais do município são hostilizados em determinados ambientes. A presença do policial inibe esse tipo de atitude”, observa o prefeito.