Tribuna do Leitor

Governo por cotas

Marco Zambon
| Tempo de leitura: 2 min

Não por acaso que o Brasil dança sem ritmo, num vai e vem desconjuntado e sem harmonia, totalmente desencontrado. Entre as causas desta dança macabra e frenética está o modelo de governo de coalizão, que começa na campanha com alianças entre partidos (que não são poucos) onde são negociados os apoios. É onde mora o perigo de se vender a alma ao diabo, razão porque um governo se torna monstruoso e descontrolado, por conseguinte, inoperante para poder alocar seus investidores.

Ora, já passou do tempo de ser diminuído o número de partidos, muitos dos quais apenas meros especuladores do poder. Se na prática temos apenas situação e oposição, por que não apenas os velhos 2 partidos, o equilíbrio de tudo na vida é binário, além do computador, temos exemplos tais como: masculino e feminino, positivo e negativo, os órgãos do corpos dos quais os que são apenas um estão no centro do corpo. Uma matemática que desmonta até ateus. Será que isto não serve como exemplo de como tudo funciona em harmonia? Por que então a política tem que ser uma via descontrolada e caótica.  Voltando ao nosso mundinho, vemos aqui em Bauru as negociações em troca de apoio já serem firmadas e de repente vemos o azul virar vermelho como quem troca de roupa, aquela prática que levou o país à bancarrota, escancarada a olhos vistos, publicamente, um comportamento indecoroso.

Depois de eleitos, têm de engolir a indicação de pessoas totalmente despreparadas para cargos de extrema responsabilidade, não por acaso que por mais absurdo que possa ser, a prefeitura sugeriu contratar uma empresa para atestar o asfalto entregue por outra empresa. Os interceptores já seguem uma novela de anos. E o asfalto da Nuno, um verdadeiro Tobogã quando do recape pós-interceptores. Uma verdadeira aventura para motociclistas. Particularmente, só votarei em chapa puro sangue, sem nenhuma associação, uma campanha particular de desinchamento partidário. E, voltando à esfera maior, espero que o Temer toma medidas populares também, cortando seus próprios salários e  cargos  além do Capes, Fies e outros. Utopia? Talvez só, quem sabe, com um montante maior de pessoas façamos disto uma realidade.    

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