Tribuna do Leitor

E Eduardo Cunha chorou

Antônio Ribeiro Corrêa
| Tempo de leitura: 1 min

Na coletiva em que Eduardo Cunha divulgou sua renúncia ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados, o mais astuto dentre os políticos do Congresso, chorou. Os colegas durões diriam, sem dúvidas, que foram lágrimas de jacaré. Sabiam todos que o ex-presidente lamentava e representava com ares de vítima, o que estava perdendo. Aliás, não era somente o cargo que envergava, e que, por sinal, já se pulverizava face os investigativos fatos da Lava Jato.

Perdia, sua excelência, a mais alta de suas ambições: a Presidência da República.  Sim, porque se acaso o presidente em exercício caísse, esse prezado verdugo do erário e do povo assumiria o comando da República do Brasil.

Além dessa cristalina pretensão, o nobre deputado perderia remuneração e mordomias inomináveis e revoltantes do Congresso mais caro do mundo, que, segundo apurado, pode ultrapassar a 540 mil reais mensais. Chora, Eduardo Cunha... Chora como o povo que paga catorze reais por um quilo de feijão num país que tem mais de 9,5 milhões de Km2, mas é, na sua maioria, honesto.

Qualidade ou virtude que vossa excelência nunca aprendeu e nem aprenderá, porque o “sistema” o levou a ser o quadrilheiro mais sofisticado que o Congresso e a Polícia Federal investigaram e o povo que pensa registrou.

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