| Douglas Reis |
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| Trinta e seis crianças, 18 meninas e 18 meninos no Zoo Bauru |
A resposta a este título pode ser viajar, jogar, brincar, correr e se divertir. Ouvir uma boa música, assistir bons filmes ou simplesmente dormir e fazer nada. Se o período de férias escolares é sinônimo de descanso e tranquilidade, também pode ser de aproveitamento do tempo livre para se aprimorar em alguma área ou até adquirir conhecimentos de forma livre e descontraída já a partir da infância, caso dos cursos do Zoológico Municipal de Bauru. Aí a resposta correta é: férias são boas para estudar.
Férias no Zoo
Trinta e seis crianças, 18 meninas e 18 meninos, começaram, na última terça-feira, o tradicional curso de férias do Zoológico de Bauru. Editado pela 52.ª vez (tem no meio e nas férias de final de ano), o tema deste ano é “Extinção animal: causas e consequências”, cuja proposta é trazer aos participantes reflexões sobre a origem e a evolução da vida, bem como das extinções que já ocorreram e as que poderão vir.
E este curso é a prova de que para aprender não é preciso deixar de se divertir. Nele, as crianças aprendem brincando. E gostam tanto que querem voltar mais vezes. Caso de Renato Laloz Maia de Oliveira, morador do Jardim Colonial, que aos 10 anos está participando pela quarta vez. E confessa que desta vez ficou com medo de ficar de fora. “Na verdade fiquei na lista de espera e só vim porque houve desistência” conta.
Já quem participava e estava na maior expectativa, já que é a primeira vez, foi Murilo Rodrigues Moraes Oliveira, de Susano, na Grande São Paulo que está passando as férias na casa dos avós. Ele esperava aprender bastante sobre a vida animal.
Programa em família
Também em família, mas desfrutando dos cursos e brincadeiras oferecidos pelo Sesc, bem como a tarde animada de cinema (no dia em que lá estiveram estava passando uma animação: Aviões), era a família de Maria Aparecida Ribeiro. Ela veio de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, com a filha Rafaela e pegou os sobrinhos bauruenses Milena e Enzo para curtir o programa cultural.
“Viemos ver o que o local oferece. A gente sempre encontra coisa boa para fazer e o que aprender”, disse.
E fazendo as vezes de professora estava a mãe Camila Sugayama, levando as filhas Eloísa, de 4 anos, e Lorena, de 3, para atividades lúdicas no local. Camila entra em férias do trabalho (embora tenha meio-período de folga todos os dias) esta semana e adora ocupar o tempo levando as meninas para o local. “É muito bom. Elas curtem o teatro, as apresentações, fazem os trabalhinhos. As minhas férias com elas serão fantásticas. Um grande aprendizado”.
Debate no Zoo
O diretor do Zoo de Bauru, Luiz Pires, explica como o tema “Extinção animal: causas e consequências” do curso de férias foi definido. “A Terra existe há mais de 4,5 bilhões de anos e, de tempos em tempos, o planeta passa por grandes mudanças. Algumas, como a ocorrida há cerca de 145 milhões de anos, que exterminou com cerca de 90% das espécies que aqui viviam. A estes eventos é dado o nome de ‘Extinção em Massa’. A nossa espécie surgiu há apenas 2 milhões de anos, um período relativamente curto se comparado com o surgimento da vida no planeta, porém, com sua grande capacidade adaptativa, conseguiu colonizar quase todos os locais do planeta, e em muitos deles, na implementação de tecnologias para melhorar a sua qualidade de vida, acabou por causar danos quase irreversíveis para o delicado equilíbrio dos ecossistemas locais. Assim, estamos abusando no uso dos recursos naturais, gerando diversos resíduos e promovendo a extinção de diversas espécies da fauna e flora, sendo que muitas delas, ainda nem descritas pela ciência”, destaca.
Conhecimento nunca é demais
Lívia Barban, estudante de design, e Patrick Fortunato, de arquitetura, encontraram-se esta semana numa sala de aula embora estudem em universidades diferentes. Mas têm em comum um objetivo: aprender a falar em público para apresentarem neste ano ainda o famigerado Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Lívia Barban está com a apresentação marcada para agosto e desde que se conhece por gente diz morrer de medo de falar em público. “Estou aqui para ter mais desenvoltura” diz. Mas não se pense que ela está deixando as férias escolares de lado só agora, no final do curso. Lívia sempre gostou de fazer algo diferente. Já enveredou em cursos de moda, entre outros, para poder desenvolver sua criatividade no design nessa área.
Igualmente, Patrick, frequenta a mesma instituição, o Senac, para se especializar em softwares de programas de arquitetura.
Visando o mercado
Eduardo Silva, Sérgio Silva e Sérgio Alexandre também têm algo em comum: o amor pela fotografia e o fato de que não são bauruenses. Vão frequentar durante as férias todas o curso de especialização de fotografia em casamento.
Eduardo Silva e Sérgio Alexandre moram em cidades próximas: Lençóis Paulista e São Manuel, respectivamente e viajam todas as noites. Já Sérgio Silva veio de bem longe especificamente para o curso e está alojado na cidade. Ele mora em Mirandópolis, distante 250 km. Para ele, o sacrifício de ficar longe de casa compensa. Profissional da área, como os demais, ele busca aprofundamento do conhecimento, o que cursos rápidos do mercado fotográfico não proporcionam. Além disso, eles sabem que um curso a mais valoriza o currículo, sem contar que o mercado de fotografia para casamentos (assim como o de newborn - recém-nascidos) está em alta. Em uníssono, eles concordam que compensa deixar as horas que seriam de folga para se dedicar a aprimorar a profissão.
Cuidar do corpo
Claro que para muitos não é tão fácil sair debaixo das cobertas e se exercitar. Mas você sabia que o período também é bastante propício para entrar em forma, ou pelo menos não sair dela? Se ingerimos mais calorias também durante o inverno gasta-se mais. Os especialistas dizem que as atividades físicas queimam até 30% a mais, que é o que precisamos para manter o corpo aquecido.
Tranquilidade e economia
Quem nunca correu para uma academia quando a primavera ou o verão se aproximam? Pois esse é um grande erro. E há também dois outros motivos para se exercitar mais, além do benefício físico. Como se fossem necessários mais motivos do que cuidar da saúde. O primeiro deles é o fato de que os locais estão mais tranquilos, com menos gente. Não há aquele grande fluxo dos dias mais quentes. Com isso, a atenção nos exercícios fica mais concentrada. E quem se exercita foca melhor no que está fazendo.
E se o fluxo de pessoas é menor, bom para o bolso porque os preços dos pacotes baixam já que academias são menos procuradas neste período do ano. O bolso agradece.
Driblar a inércia
E para não cair na cilada de se preparar para usar um biquíni ou sunga apenas quando o verão estiver próximo, não se pode usar como desculpa a questão financeira. Há várias opções de circuitos para exercícios nas praças públicas de Bauru, devidamente aparelhadas. Além disso, locais como os CSUs – Centros Sociais Urbanos e urbanos e instituições como Sesi e Sesc turbinam seus programas nesta época e os preços são bem modestos. As opções de esportes vão do tradicional futebol, passando pelo vôlei, basquete ou simplesmente o uso da academia.
E mesmo para quem vai se aventurar na piscina não há desculpa. Na terça-feira, por exemplo, a professora Amanda Martins orientava aposentados na piscina do Sesc, na hidroginástica, enquanto crianças faziam as chamadas práticas aquáticas, ou seja, aprendiam as primeiras braçadas para serem verdadeiros nadadores.
Ah! É bom lembrar: todos os programas estão ainda com inscrições abertas.
O Sesc fica na avenida Aureliano Cardia, 6-71. Mais informações pelo telefone (14) 3235.1750 de terça a sexta, das 13h às 21h30; sábado, domingo e feriado das 9h30 às 18h; ou pelo Portal sescsp.org.br/bauru.
