Regional

Comércio também fatura com feira de Ibitinga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 5 min

Alex Mita
Feira do Bordado de Ibitinga é montada quatro dias antes

A feira marca o início do segundo semestre. É o momento onde nós conseguimos agitar  o comércio local. Ela é uma amostra dos novos lançamentos. Comerciantes, compradores e turistas visitam a cidade em busca da nova coleção. É um start para o comércio e indústria local que faturam em média 30% a mais, tanto na exposição como em toda a cidade. Este ano estamos com 156 expositores. No ano passado foram 168. Como diminuímos o número de shows, a procura pelos comerciantes do setor de alimentação diminuiu. Na área do bordados, os pavilhões estão lotados”, explica o presidente da feira e secretário municipal da Administração, Pedro Wagner Ramos. 

A expectativa dele, apesar da crise, é que o setor fatura mais do que na edição anterior. “A previsão nossa é que a exposição e vendas do varejo gerem algo em torno de R$ 8 milhões. Pensamos no aumento porque temos um produto de qualidade e  novidades para cama, mesa, banho, decoração e artesanato, o que incentiva as pessoas a visitar a feira.” 

Para o presidente da Associação Comercial de Ibitinga (ACI), Maurício Machaalani, a feira também é um momento de recordar o passado. “Meu pai era presidente da associação e eu era uma criança quando começou a história de fazermos uma feira para mostrar o bordado. Naquela época, o comércio  em torno do setor era ainda acanhado.” 

Para realizar a primeira feira, o comércio fez um livro ouro para arrecadar fundos. Eles sonhavam em fazer dois dias de feira para apresentar nossos produtos. A exposição e venda de varejo duraria só dois dias. “Para realizar a primeira foi preciso a união de esforços. Passados 42 anos, eu assisto a realização da feira com 10 dias de duração. No início a feira foi totalmente desacreditada. Graças ao esforço de nossos antecessores, ela se tornou um ponto referencial da cidade. Ibitinga espera essa feira com ansiedade o ano todo, para que possamos apresentar nosso produto para o Brasil e exterior.”  

A montagem da feira é também um momento que vários profissionais da cidade, da região e da Capital ganham trabalho. Segundo a assessoria da prefeitura, são cerca de duas mil pessoas trabalhando, direta e indiretamente. Além daqueles trabalhadores que montam há equipes de faxineiros, auxiliares, seguranças. Há ainda os voluntários de entidades filantrópicas que ocupam 20 estandes na área de alimentação.  

Inovação e melhorias

O Sindicato da Indústria e Comércio de Bordados de Ibitinga mantém parcerias com Sebrae, prefeitura, Senai, Senac dentre outros para garantir as inovações e melhorias do setor. “Ao todo são 500 empresas do setor de cama, mesa e banho. Cerca de 300 fazem parte do Arranjo Produtivo Local (APL), durante todo o ano trabalhamos juntos para manter a competitividade inovando e melhoram os processos de produção”, diz Angélica Lopes Talarico. 

Para ela, a feira é o momento onde a gente consegue unir todas as indústrias e mostrar o quanto elas evoluíram no período. “Este grupo tem várias intervenções. Os parceiros ajudam na capacitação de ideias, novos produtos, enfim tudo aquilo que cada integrante busca individualmente, nós trabalhamos com o grupo.” 

Cidade se apresenta com produtos da casa

Para o presidente da ACI, Maurício Jean Machaalani, a feira é o momento ideal da cidade se apresentar e causar boa impressão aos turistas. “Muitos visitantes vêm por conta da divulgação e até do boca a boca. Ela movimenta a cidade e leva o seu nome para além das fronteiras. A movimentação não é só no evento, mas no comércio como um todo. São muitas as caravanas que chegam à cidade.” 

Na opinião dele existem dois comércios e duas datas importantes para eles. “O varejista que comercializa roupas, confecções, brinquedos que tem no Natal sua melhor data. Para a indústria local é a feira. Isso não significa que um não ajude o outro. No Natal quem puxa as vendas é o varejista de outros setores. No evento, a indústria do bordado puxa as vendas para o comércio local.” 

A feira é um ponto de referência no ano, ressalta. “Tem visitantes que chegam aqui para fazer negócios. São os comerciantes que ao conhecerem as novidades fazem os seus pedidos as empresas. Mas o evento também contempla as pessoas físicas que visitam a feira e compram em pequena quantidade. De modo geral, o faturamento do comércio aumenta em cerca de  20%. Os turistas chegam para a feira  e consomem na cidade. Se alimentam e hospedam.” 
A associação, de acordo com ele, está lutando para fazer de Ibitinga um polo regional. “Todas as cidades das imediações visitam a cidade para as compras. Temos lojas de redes nacionais. Estamos fazendo um trabalho na associação para fazer a cidade um polo comercial regional.” 

Novidades práticas

Para atender o público que precisa trabalhar fora e não tem muito tempo para se dedicar a lavagem diferenciada e a muitas roupas de cama, uma das empresas expositoras da cidade de Ibitinga criou um  cobre leito que dispensa o uso de lençol. A cama fica linda e é uma peça a menos para lavar. A cama fica impecável. A vira semelhante a do lençol é acoplada ao cobre leito. A dona de casa estende e a cama fica pronta. Economia de tempo e dinheiro.  

As almofadas ganharam novas estampas e tamanhos para acompanhar os vestuário dos consumidores. São de estampas tribais conhecidas até então em roupas e bolsas que desfilam pelas ruas de todo o país. As tribais saíram do vestuário e  vão direto ‘vestir’ as casas.  Elas não andam sozinhas. As grandes estão acompanhadas das famosas baguetes, aquelas mais fininhas, que ajudam as pessoas a se acomodarem melhor nos sofás e cadeiras.

Tapetes de tamanhos e cores diferenciadas, tudo para a decoração de cozinha e banheiro que agradam a todos os gostos e bolsos. No setor infantil, a delicadeza das cores e formatos são uma marca da coleção. Detalhes com fitinhas e viés fazem a diferença. A novidade é um protetor para cadeirinha de bebê. Acolchoado ele pode ser usado no pescoço da criança para que ela seja protegida enquanto dorme na cadeirinha do carro. Visa proteger o bebê durante uma viagem por exemplo, quando o ‘pequeno’ dorme. 

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