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Encontro debate os desafios e a importância da identidade negra

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
As organizadoras Patrícia Alves e Greice Luiz ressaltam a importância dos movimentos afirmativos

A Estação Ferroviária de Bauru foi palco, ontem, de um amplo debate sobre os desafios enfrentados pela população negra, em especial as mulheres, que ainda se veem  diante de limitações de oportunidades por estarem inseridas em uma sociedade racista e machista. No saguão da Estação, o encontro, que teve entrada gratuita e aberta à população, reuniu representantes de grupos e instituições do Rio de Janeiro e Bauru para a palestra “Diálogo Ubuntu: Feminismo negro pra quê?”.

Entre elas, estavam Silvia Regina Almeida, do Instituto Omolara Brasil/Rio de Janeiro; Clátia Regina Vieira, membro do Fórum Estadual das Mulheres Negras do Rio de Janeiro e coordenadora da Marcha Nacional das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver; Eliana Custódio, coordenadora da área de Empreendedorismo no Instituto Omalará Brasil; e Patrícia Alves, do Instituto Omolara Brasil/SP-Bauru.

“Foi ressaltada a importância de fortalecer o empreendedorismo entre os negros, que são alvo de discriminação em todas as esferas da sociedade, seja na educação, no trabalho, na política e no atendimento de saúde. A cor da pele nos impõe diferenças de oportunidades, conquistas e valorização”, aponta Greice Luiz, primeira-secretária do Conselho da Comunidade Negra de Bauru e idealizadora do evento, junto com Patrícia Alves.

“Por isso, a mensagem que ficou é de que os movimentos afirmativos precisam continuar para fortalecer a identidade do negro em meio a este ambiente hostil”, completa Greice. Neste sentido, além do debate, o evento promoveu atividades para valorizar a estética e a música com matrizes africanas e afro-brasileiras.

Beleza

Na programação, estavam oficinas de turbantes, tutorial de tranças, exposição de brincos feitos com sementes e o desfile com a temática “As negas podem ser o que elas quiserem”. “O objetivo do desfile foi apresentar a diversidade da mulher negra. Ao todo, participaram 18 meninas, com tons de pele diferentes, altas, baixas, magras ou cheia de curvas, com cabelo afro ou cacheado. E todas muito bonitas”, detalha Greice.

Durante o desfile, Jô Moura trouxe suas vivências enquanto mulher e negra por meio de sua música, juntamente com um grupo de percussionistas para fortalecer as raízes do seu canto. O evento foi uma realização do Núcleo Negro da Unesp de Pesquisa e Extensão (Nupe) Charloo e Instituto Omolara, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, comunidade do Facebook “Só Preta sem Preconceito”, Instituto Omalará- RJ, Fórum das Mulheres Negras do Rio de Janeiro e Conselho da Comunidade Negra de Bauru.

 

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