Quem vai à Prainha de Pederneiras, cantada em versos no Hino da cidade, se depara com uma marina bem bonita, por sinal, local de lucro certo para seus proprietários, construída em terreno doado pela prefeitura, agora toda cercada, bonita, vistosa, toda gramada.
Mas alguma coisa não cheira bem, parece que nós, eleitores, passamos por ignorantes, bobões, enquanto de um lado da prainha é bonito, bem cuidado, agora com a marina que abriga lanchas e embarcações marítimas, tudo para recreio e lazer dos marajás, mas fechados para os que frequentam a prainha, tirando o direito dos usuários da prainha de pescar e observar a bela natureza.
Vou ao ponto, não sou contrário às benfeitorias, mas somente quando os mais abastados são privilegiados de uma propriedade do povo, alguma coisa cheira mal. Houve uma divisão na prainha, parte marina, parte dos pobres. Tanto a prainha como o rio, pelo menos aquela parte da prainha, faz parte do patrimônio da prefeitura, agora, a parte da prainha dos pobres é uma vergonha, abandonado às traças, até um pequeno elefantinho branco, que precisa ser apurado, pois está abandonado, sem manutenção, sem mictório, sem vaso, sem vaso sanitário, dinheiro do contribuinte jogado no ralo, não sei se foi verba da prefeitura, ou do governo, mas com certeza foi do contribuinte.
Precisamos pensar em quem votar nas próximas eleições, o que vai ser da prainha dos pobres, se os pobres terão um lugar na prainha para ir com suas famílias, ter um lugar para lazer, ensinar valor da natureza a seus filhos, cuidar dos rios, dar valor ao que possui valor, que são a terra, os rios, a natureza em si, ou somente privilegiar quem tem dinheiro, que é próprio de quem visa lucro.
O maior patrimônio é o rio, sem rio não há lazer, tanto para os ricos passearem de lanchas como para os pobres em suas pescarias, e passeio com a família, mas com certeza os pobres são a maioria e vão votar. Seja sábio, homem, ainda há tempo de reverter o descaso com a prainha, visite as prainhas de Itapuí, Iacanga, Arealva, Igaraçu, Barra, Sabino, seu tempo está escasso, as eleições estão chegando, palavras bonitas se perdem ao vento, mas são gravadas hoje em dia. Até a próxima, se Deus quiser.