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ONG contesta corte de sibipirunas

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
As sibipirunas foram suprimidas perto da entrada principal da Maternidade Santa Isabel

A ONG Amigos da Terra procurou o JC ontem para contestar o corte de três árvores sibipirunas em frente à Maternidade Santa Isabel. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) afirma que as espécies estavam infestadas de cupins.

Diretor da ONG, Eurydes Galvão afirma que as árvores estavam em boas condições e a medida de suprimi-las era desnecessária.

“Eu vi as três árvores, estavam íntegras, tanto a raiz quanto o caule. Não havia a necessidade de retirá-las. Inclusive, outras pessoas que passam ou trabalham nas proximidades me falaram que também não concordavam com a medida, até por se tratar de árvores antigas, com mais de 60 anos”, disse Galvão.

Para ele, a motivação do corte tem ligação com a reforma da Maternidade, que passa por processo de ampliação. “O hospital vai ter uma nova fachada e teria que retirar as árvores para não atrapalhar a parte da frente. Porque as árvores estavam saudáveis”, reclama.

Infestação

A Maternidade Santa Isabel é vinculada à Secretaria de Estado da Saúde e administrada pela Famesp. A pasta estadual informou ao JC que o pedido de corte das três sibipirunas foi feito por conta de infestação de cupins e risco à fiação elétrica.

“A Maternidade Santa Isabel informa que preventivamente solicitou autorização à Semma, no dia 11 de julho, para o corte de três árvores sibipiruna que apresentavam risco de queda em razão da infestação de cupins e dos galhos em meio à fiação elétrica”, aponta a nota enviada pela pasta. “Portanto, esta situação não tem relação com a obra na unidade”, completa o órgão estadual, quanto ao questionamento de motivação do corte por causa da reforma da unidade hospitalar.

A Semma corrobora a informação apresentada pelo Estado. “A Secretaria Municipal do Meio Ambiente autorizou a supressão de três árvores na Maternidade Santa Isabel porque as mesmas estavam com cupins e seus galhos estavam em meio à fiação elétrica, o que apresentava risco aos usuários do local”, argumenta a secretaria municipal, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de Bauru.

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