| Aceituno Jr. |
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| Pais e alunos lotaram a Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola, no Geisel, na noite de ontem |
Em reunião realizada nessa quarta-feira (3) à noite com pais e alunos da Escola Estadual Professor Francisco Alves Brizola, a dirigente regional de ensino Gina Sanchez definiu que as 13 turmas do ensino médio, que estudam no período da manhã, serão remanejadas para o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Ceeja) e para salas da própria Diretoria de Ensino, ambos localizados na Vila Falcão.
Na última terça-feira (2), ela já havia dado como certa a transferência temporária das dez turmas do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental, que estudam à tarde, para a Escola Estadual Ernesto Monte. A mudança, conforme o JC publicou, é necessária porque a Brizola, que fica no Núcleo Geisel, foi interditada por tempo indeterminado devido à rachaduras que comprometeram a estrutura do prédio.
“Disponibilizaremos nove salas no Ceeja e outras quatro na Diretoria de Ensino. Os locais já estão definidos, plenamente adaptados e, até o dia 15 de agosto, no mais tardar, as aulas terão início”, adianta Gina, salientando que o prazo de mais de dez dias será necessário para garantir o transporte escolar aos 710 estudantes.
Apesar de a dirigente entender que a transferência dos estudantes está resolvida, após a reunião, os jovens começaram a avaliar a possibilidade de ocupar a E.E. Brizola. Segundo Franciele Rocha, 17 anos, o assunto voltará a ser discutido na tarde de hoje, quando uma manifestação será realizada em frente à unidade.
“Os alunos estão avaliando que, se não ocuparem e aceitarem o que está sendo proposto, a escola vai ficar fechada, parada, sem prazo para reabrir”, pontua. Novamente questionada pela reportagem, Gina confirmou que o processo de licitação para contratação da reforma ainda não foi iniciado e salientou que a data de início e fim das obras será definida pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Educação.
Incerteza
Franciele diz que esta incerteza preocupa os alunos, que ainda resistem em se dividir em dois endereços. “Ninguém sabe o que vai ser da gente no ano que vem, se poderemos continuar estudando nesses locais que Diretoria de Ensino está determinando caso as obras demorarem”, pondera.
Os alunos também destacam que o Ceeja, para onde a Diretoria de Ensino pretende remanejar os estudantes da manhã, fica a cerca de dez quilômetros do bairro, o que obrigará muitos jovens a acordar mais cedo e voltar mais tarde para casa. Para tentar buscar novas soluções para o impasse, a Associação de Moradores do Núcleo Geisel irá protocolar, hoje, uma representação junto ao Ministério Público para exigir que o Estado estabeleça uma data de início e conclusão da reforma da E.E. Brizola. Também irá solicitar a formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que um imóvel próximo da escola seja alugado, onde as aulas possam ser realizadas durante o período de interdição.
Em matéria publicada ontem pelo JC, Gina Sanchez pontuou que a possibilidade de locação foi descartada devido ao tempo necessário para cumprir todos os trâmites e realizar as adaptações necessárias no prédio. “Levaria cerca de dois meses, o que fatalmente comprometeria o ano letivo”.
