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Em ato, Ernesto Monte se solidariza com colegas do Brizola

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita
Nessa sexta-feira (5), alunos e professores da Ernesto Monte protestaram em frente à escola, na região central

Alunos e professores da Escola Estadual Ernesto Monte, localizada na região central de Bauru, organizaram um protesto em frente à instituição de ensino, por volta das 12h dessa sexta-feira (5). Eles se disseram solidários com os estudantes da Escola Estadual Professor Alves Brizola, no Núcleo Geisel, que estão sem aulas desde que o colégio foi interditado, devido às rachaduras em seu prédio.

Segundo a professora de matemática do Ernesto Monte, Mara Ferrato, ninguém foi consultado sobre a transferência dos alunos do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental do Brizola para a escola da região central. “Foi algo imposto e outra coisa: não é certo o desmembramento de uma escola em três só para que o governo possa economizar. O ideal seria que os estudantes do Brizola fossem transferidos para um único espaço até o fim da reforma”, argumenta.

Conforme o JC vem noticiando, a dirigente regional de ensino, Gina Sanchez, definiu que as 13 turmas do ensino médio do Brizola serão remanejadas para o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Ceeja) e para salas da Diretoria Regional de Ensino (DRE), ambos na Vila Falcão. Já as dez turmas do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental serão transferidas para a Escola Estadual Ernesto Monte.

Repercussão

A decisão desagradou pais, alunos e a comunidade. Esta, por sua vez, participou, anteontem, de uma reunião com o promotor Lucas Pimentel de Oliveira. Três propostas foram discutidas e um encontro junto à DRE foi marcado para a próxima segunda-feira (8), às 14h, na sede do MP. Contudo, a orientação de Pimentel é de que os estudantes aceitem a definição da DRE, ao menos, de forma provisória, para que as aulas sejam retomadas o mais rápido possível.

Em nota, a assessoria da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo esclarece que a escolha da Ernesto Monte para abrigar os alunos do ensino fundamental foi feita em reunião e aprovada pelos pais, responsáveis, bem como os alunos presentes, “não por determinação da Diretoria de Ensino”. O órgão diz, ainda, que todas as manifestações são legítimas e não houve qualquer tentativa de censura ao protesto, como teria sido afirmado pelos professores da escola.

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