| Divulgação |
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| A fêmea do canguru-vermelho tem cerca de 1,5 metro de altura e pesa 45 quilos |
Durante a entrega oficial de mais três recintos no Parque Zoológico Municipal de Bauru, o diretor da unidade, Luiz Pires, revelou que o órgão negocia a vinda de dois cangurus-vermelho, considerado o segundo maior entre as espécies que vivem na Austrália. A aquisição, se concluída, será inédita em zoológicos do Estado de São Paulo, diz Pires.
Conforme o JC noticiou, o Zoo celebrou, na última quarta-feira, 36 anos de funcionamento com a inauguração dos novos recintos do tigre de bengala, dos flamingos e da anta, ato que contou também com a presença do prefeito Rodrigo Agostinho e da secretária municipal do Meio Ambiente, Lázara Gazzetta.
Em clima festivo, Luiz Pires revelou que concentra esforços para inserir duas fêmeas de cangurus adultas no parque. “Fizemos a solicitação a uma instituição fora do Brasil. As negociações estão bem adiantadas e, nos próximos dias, já teremos um posicionamento”, adiantou o diretor, que tem planos de também trazer um macho da espécie, posteriormente.
Pires explica que, após a liberação dos animais, o projeto do recinto precisa ser aprovado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O espaço, diz ele, será de 300 metros quadros, cercado com telas, e quatro metros de altura. “Tem de ser bastante espaçoso. Quando estão correndo, os cangurus saltam cerca de três metros de altura e 12 de comprimento”, justifica.
O diretor acrescenta que o clima de Bauru é propício para receber os animais, que estão habituados a ambientes quentes como o da Austrália. “O canguru-vermelho é herbívoro. A fêmea chega a 1,5 metro de altura e pesa em torno de 45 quilos. É um animal muito pacífico”, finaliza Luiz Pires.
Remanejo
Questionado sobre a atuação em projetos que contemplem a fauna e a flora de Bauru após o fim do mandato, o prefeito Rodrigo Agostinho, que esteve na entrega dos novos recintos do Zoo, disse que se colocará à disposição de seu sucessor para apoiar ações de manejo das áreas de proteção ambiental, cuja pauta deverá ser comtemplada ainda neste ano.
Agostinho explica que a cidade é cercada por áreas de proteção ambiental, definidas por Plano Diretor criado em 1996. “As pessoas ainda enxergam um conflito entre o desenvolvimento e a preservação. Com base no Plano de Manejo, um instrumento amparado pela legislação federal, a prefeitura está contratando empresas para desenvolver estudos nessas áreas”.
O projeto pretende acabar com as divergências ao propor medidas de expansão sem prejudicar as áreas no que diz respeito à preservação. “Exemplo: a área de proteção ambiental do Rio Batalha reflete no abastecimento de metade da cidade. Por outro lado, é necessário que esta área cresça. Existem os conflitos, que o Plano de Manejo terá que compatibilizar”, finaliza.
