Tribuna do Leitor

Alguns esclarecimentos

Wilson Batista Ferreira (Tuim) e Fátima Aparecida Ferre (Presidente do CNLB
| Tempo de leitura: 3 min

O CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil) – Diocesano de Bauru –, representado pelo seu atual presidente e sua ex-presidente, em face do indeferimento das candidaturas dos srs. Fabiano Mariano, Faria Neto, Jorge Santos, Fernando Mantovani e Batata, ainda como desdobramento de condenação em processo de cassação e inelegibilidade em função de publicação do Jornal Voto Responsável veiculado nas eleições de 2012, cuja distribuição foi promovida por esta entidade, vem ressaltar alguns pontos inerentes a publicação em comento.


Esta entidade tem por objetivo precípuo ser instância de representatividade do laicato da Diocese de Bauru na Igreja e na sociedade; suscitar, desenvolver e aprofundar no laicato a consciência crítica e criativa de sua identidade, vocação e missão, a fim de que seja presença atuante nos espaços sociais, políticos, econômicos e culturais da Diocese de Bauru. Constituída por membros do povo que professam a fé no magistério da Igreja Católica Apostólica Romana, porém não podendo ser confundida com esta, já que possui estatuto e estrutura orgânica próprios.


Montando os fins do século XIX, foi editada pelo Papa Leão XIII a encíclica “Rerum Novarum”, cuja preocupação com a realidade da vida humana foi reafirmada no Concílio Vaticano II e mais recentemente na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” editada pelo Papa Francisco; a Igreja se sensibiliza pelas questões sociais e sofrimento de seu povo, conclamando seus fiéis a participarem ativamente nas atividades da vida social, cultural, econômica e política, no sentido de serem sal da terra e luz do mundo, segundo os ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo.


Atendendo a este chamamento o Conselho do Laicato procura motivar os fiéis leigos e leigas a exercerem seu protagonismo nos meios em que atuam, não podendo se omitir em relação ao mundo da política. Neste sentido sempre participou ativamente nos debates em torno da promoção da ética na política, voto consciente e combate à corrupção.


Para tanto, uma das atividades concretas foi a elaboração de jornais que levavam consigo não só estes valores como também sugestões de candidaturas comprometidas com esta perspectiva, independentemente da vinculação partidária ou ideológica, realizadas desde as eleições municipais de 2004, sempre observando a legislação eleitoral vigente. Cabe um parêntese neste tópico para ressaltar que tais informativos eram custeados pelas próprias candidaturas neles contidas, não sendo diferente o jornal informativo editado quando das eleições de 2012.


Causou-nos indignação a reprovação das prestações de contas eleitorais dos candidatos citados preambularmente, uma vez que foram adotadas por este organismo as mesmas formas e procedimentos de eleições anteriores, atendidas as exigências legais, cabendo ressaltar que as ações promovidas por esta instituição de direito privado, sem finalidade econômica, com estrutura orgânica própria, não se confunde com a instituição Igreja Católica. Indignação justificada pelo fato de que se apegando a filigranas no processo de julgamento de contas, o judiciário imponha idêntica injustiça a outros eleitos, além do fato da insegurança jurídica que causa.


Por derradeiro, o CNLB não se furtará em continuar trabalhando para o aperfeiçoamento das instituições democráticas, no sentido de garantir espaço de divulgação de ideias e motivar o mais amplo debate político.

Comentários

Comentários