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Cachorro late e impede mulher de morrer queimada em Pederneiras


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Na madrugada desta sexta-feira (16), em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), os latidos de um cachorro acordaram uma mulher que teve a cama onde dormia incendiada pelo marido por ciúme e evitaram que ela fosse atingida pelas chamas. Segundo a Polícia Civil, a residência onde vivia o casal ficou completamente destruída. O homem, que tem passagens pela polícia por furto, roubo, lesão corporal, ameaça, estelionato, tentativa de homicídio e tráfico de drogas, foi preso em flagrante por vários crimes.

O fato ocorreu em imóvel alugado localizado na rua Castelo Branco, Jardim América. O delegado titular de Pederneiras, Adriano Crês, revela que, antes de atear fogo ao colchão onde a sua companheira D.A.C.M., de 28 anos, dormia, o desempregado Luis Fernando de Souza da Silva, de 36 anos, conhecido como “Tripa Seca”, agrediu fisicamente ela e a ameaçou de morte.

“As agressões iniciaram nesta madrugada, após o autor fazer a ingestão de bebida alcoólica (pinga), e se deram com socos e chutes na face, na cabeça e nas costas da vitima. Ele também fez um furo em sua perna direita com uma faca que não foi localizada devido ao incêndio gerado”, conta o delegado. Na sequência, o acusado teria ameaçado matar a mulher caso ela se separasse dele. “A vítima, para evitar maiores problemas e com medo, foi dormir. Ocorre que o cachorro do casal começou a latir, ocasião em que a vitima acordou e percebeu que Luis Fernando havia ateado fogo no colchão em que dormia”. Segundo Crês, a mulher conseguiu correr para a rua e pedir ajuda a dois homens que passavam pelo local, que acionaram a Polícia Militar (PM) pelo 190.

“O fogo tomou proporções gigantescas, consumindo toda a residência”, diz. Quando a PM chegou, o desempregado havia fugido. As equipes iniciaram as buscas e, pela manhã, ele foi detido em um imóvel abandonado. Apesar de negar o crime, foi autuado em flagrante por lesão corporal, ameaça, incêndio e tentativa de homicídio qualificado pelo incêndio e contra mulher (feminicídio).

O delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva e solicitou perícia no local dos fatos e exame de corpo de delito para a vítima. O casal convive há mais de dez anos e tem dois filhos, que moram com a avó materna em Jaú.  

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