Tribuna do Leitor

As Olimpíadas no Brasil

Helenice de Oliveira Florentino Silva - professora do Instituto de Biociênc
| Tempo de leitura: 1 min

Um Rio de frágil segurança desaguava na terra verde e amarela. Tudo foi pensado para o evento: foi feito um acordo entre o bem e o mal, contaram com o apoio de um exército temporário e o lixo foi jogado embaixo do tapete.

Começou a festa no circo sem lona. Fogos abriram o espetáculo. Cores, imagens e sons instalaram na arena. O medo e o sucesso entraram de mãos dadas neste grande picadeiro. A festa estava linda. Entraram todos os artistas da esperança e o Centro tornou-se o foco do mundo.

De uma só vez todos fugiram da arena e se espalharam por toda parte. Pareciam estar loucos, correndo, dançando e brigando uns contra outros em busca de um tesouro formado por ouro, prata e bronze. Dividiu-se a festa em duas, uma olimpíada elitizada e uma paraolimpíada popular. Foi perder ou ganhar, não houve empate. Buscou-se quebra de recordes. Superações. Uma explosão de emoções.

A festa acabou meio à injustiça da mídia televisiva, que venerou aqueles que nasceram potencialmente prontos para o sucesso e ignorou os que arduamente renasceram de corpo e de alma para apresentarem grandes espetáculos. Uns conseguiram ouro, outros prata. Muitos ficaram felizes com bronze. Uns levaram fortes emoções e outros um grande vazio. Mas ficou certo que este festival de contradições e incertezas tornou-se uma maravilhosa festa.

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