Tribuna do Leitor

Fazendo coro com José Orlando

Ivan Garcia Goffi
| Tempo de leitura: 1 min

Não posso furtar-me a somar com os gritos de desespero do missivista José Orlando Terra de Oliveira, em sua carta publicada nesta coluna em 17/09, na qual ele lamentava o assassinato de mais uma árvore (chapéu de sol) pelo pessoal da Emdurb.


A administração de Rodrigo Agostinho vai ficar com a indelével marca de ter sido a mais draconiana para com o meio ambiente, um contraponto na versão “ambientalista” que o ilustre mandatário carregou no passado. A inoperância da máquina pública só foi sobrepujada pela eficácia da SEMMA e da EMDURB na derrubada de árvores, cujo raciocínio estúpido de que as “árvores que se plantavam no passado quebravam calçadas” acobertou uma verdadeira devastação de todas as sibipirunas, chapéus-de-sol e outras lindas árvores frondosas, que nos agraciavam com ruas sombreadas e agradáveis.


A política de terra arrasada que essa nova “técnica” implantou legou uma Bauru odiosamente quente, feia, atrasada nos conceitos ambientais mais elementares. Nossas ruas são frigideiras em fogo alto e, caminhar pelas calçadas, uma via crucis a qualquer hora do dia. As patéticas mudas que (quando muito) exigem sequer sombreiam selins de bicicleta.


Se não bastasse isso, sequer os canteiros centrais das poucas avenidas e praças feitas nessa gestão ganharam arborização. Nenhuma! Todas se tornaram pastos de capim seco, feios e deprimentes. Como as poucas ruas e praças ainda arborizadas datam das décadas de 70 e 80 (e ainda não foram atingidas pela motosserra oficial), é com tristeza que se pode afirmar que ao menos duas gerações vão sofrer com a visão de uma Bauru quente e sem sombras. Que o próximo prefeito tenha um pouco mais de compaixão para com um meio ambiente no estertor da agonia. 

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