| Eduardo Munoz/Reuters |
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| Thomas Bach, presidente do COI, ao lado do secretário da ONU, general Ban Ki-moon |
Um acordo para combater as mudanças climáticas ficou mais perto de ser efetivado nessa quarta-feira (21), quando dezenas de países, incluindo o Brasil, entregaram suas ratificações do pacto na Organização das Nações Unidas (ONU), elevando o total para 60 nações, de acordo com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
O acordo, acertado por quase 200 nações em Paris em dezembro passado, precisa da ratificação de ao menos 55 países representando 55% das emissões globais de dióxido de carbono para entrar em vigor. Ban disse que os 60 países já confirmados representam mais de 47,5%.
Segundo a ONU, 14 nações que representam 12,58% das emissões se comprometeram a se juntar ao pacto ainda em 2016, o que permitiria que a meta de 55% de emissões globais de dióxido de carbono fosse alcançada.
“O que já pareceu impossível agora é inevitável. Tenho confiança de que, quando eu deixar o cargo, o Acordo de Paris terá entrado em vigor”, disse Ban, cujo segundo mandato de cinco anos termina em 31 de dezembro, em um evento paralelo à Assembleia-Geral da ONU.
O pacto global vinculante pretende eliminar os gases de efeito estufa, mantendo o aumento das temperaturas mundiais “bem abaixo” dos 2 graus Celsius. Os cientistas alertam que os países devem ultrapassar esse teto se não adotarem ações drásticas.
O acordo de Paris recebeu um grande incentivo quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega chinês, Xi Jinping, apresentaram seus planos de adesão. Os dois maiores emissores de poluentes do mundo são responsáveis por cerca de 40% das emissões globais de gases de efeito estufa.
TEMER
O presidente Michel Temer entregou nesta quarta a Ban Ki-moon a ratificação brasileira do Acordo de Paris, com o compromisso assumido pelo paós de cortar as emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030, ambos em comparação aos níveis de 2005.
