Mesmo com o cenário sombrio na economia nos últimos meses, o agronegócio paulista vai bem, obrigado. É o que mostram os mais recentes números divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), do governo estadual. O principal deles é nos oito primeiros meses deste ano, foi registrado um déficit de US$ 3,66 bilhões, bem inferior aos US$ 14,31 bilhões constatados no mesmo período do ano passado. Com isso, houve queda de 74,4% no déficit da balança comercial do Estado de janeiro a agosto de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. De janeiro a agosto de 2016 as vendas paulistas ao mercado externo somaram US$ 30,37 bilhões, o equivalente a 24,6% do total nacional, e as importações chegaram a US$ 34,03 bilhões, correspondendo a 37,3% do total nacional. Já nos meses de janeiro a agosto de 2015, as exportações paulistas somaram US$ 30,16 bilhões (23,5% do total nacional) e as importações, US$ 44,47 bilhões (36,7% do total nacional). Em relação ao ano anterior, houve o crescimento de 0,7% nas exportações paulistas enquanto as importações diminuíram 23,5%. "Os números reafirmam o papel fundamental exercido pela atividade agropecuária na economia paulista e nacional", afirma o pesquisador José Roberto Vicente, do IEA.
CONTEXTO POSITIVO
"Conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi bem maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo e crescente", diz Vicente, ressaltando que as exportações do agronegócio tiveram, neste ano, um incremento de participação no total do Estado de 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. O mesmo estudo constatou que o agronegócio também contribuiu de forma positiva para o melhor desempenho do comércio exterior brasileiro.
Menos carros, por favor
Pesquisa realizada em 132 municípios do país revela que a maioria dos brasileiros (74%) é a favor de ações que reduzam o espaço do veículo particular nas ruas se o motivo for dedicar esse espaço para ciclovias, corredores de ônibus e calçadas. A pesquisa sobre mobilidade urbana encomendada pelo Greenpeace ao Instituto Datafolha entrevistou 2.098 pessoas de 16 anos ou mais. Além disso, questionados sobre qual meio de transporte seria escolhido para circular na cidade, se houvesse infraestrutura adequada, o ônibus seria a escolha de 42% dos entrevistados, seguido por carro (23%) e bicicleta (21%), os dois últimos tecnicamente empatados.
Investimentos no Interior
A usina São Martinho investirá R$ 44 milhões na expansão da capacidade de moagem da unidade de Américo Brasiliense, região de Araraquara. Com isso, a capacidade de processamento de cana-de-açúcar será ampliada em 7,7%, dos atuais 5,2 milhões para 5,6 milhões de toneladas.
O Diário do Grande ABC, da Rede APJ, trouxe matéria sobre a startup Biggy, de São Bernardo do Campo, criada para aprimorar ferramenta que "lê" os pensamentos do usuário de internet e sugere a ele itens afinados com seu gosto. Consegue isso com monitoramento de visitas aos sites e redes sociais, aplicativos e informações nas lojas físicas.
Avanço na medicina
Uma empresa de Ribeirão Preto desenvolveu e lançou dois produtos para uso em treinamento de ultrassom. O primeiro é uma mama, em que o aluno de medicina consegue visualizar pequenos tumores ou cistos, além de poder fazer a biópsia no modelo utilizando uma agulha. A outra peça simula uma parte de tecido humano para teste de anestesia e acesso venoso. A empresa é de dois alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do câmpus local da USP. Segundo a revista Pesquisa, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) este é um exemplo de novos e avançados simuladores para uso no ensino da medicina e planejamento de cirurgias disponíveis para estudantes, professores e médicos-cirurgiões.
De olho na bomba
A cobrança de três casas decimais nos preços dos combustíveis é uma determinação da ANP, a agência reguladora do setor, desde a década de 1990. Entendendo que a medida "não é justa, sendo uma estratégia para confundir e lesar o consumidor", o deputado estadual Ricardo Madalena (PR) apresentou projeto de lei que exclui o terceiro dígito nas bombas de todos os postos no Estado de São Paulo. "O terceiro dígito disfarça o valor real do combustível. É uma estratégia que induz o consumidor a comprar o falso barato. Nossa proposta é pautada na transparência e buscamos contribuir para que não continuem confundindo o consumidor", diz o deputado. O relator, Afonso Lobato (PV), já deu parecer favorável.
Breves
A Polícia Civil de São Paulo tem um déficit de 587 delegados em todo o Estado, segundo a Delegacia Geral de Polícia Adjunta, da Secretaria de Segurança Pública.
O Instituto Florestal e a Fundação Florestal tiveram suas sedes, no Horto Florestal, na capital, desativadas nesta segunda-feira (26).
A partir desta sexta-feira (30/10), 20 cidades da região de Sorocaba poderão fazer ligações telefônicas entre si com cobrança de tarifa local.