| Samantha Ciuffa |
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| Clima tenso: Bianca Domingues Ruiz Campos explica a situação ao sargento José Izídio de Lima |
Mães revoltadas, crianças aos prantos e funcionários assustados. Esse foi o cenário do Pronto-Atendimento Infantil (PAI), em Bauru, no início da tarde dessa quarta-feira (28). O município alega que, na ocasião, o tempo médio de espera por atendimento foi de 4h20. Inclusive, essa demora levou a responsável por um paciente a agredir o médico que lá trabalhava. A Polícia Militar (PM) foi acionada para conter os ânimos.
Mãe de um dos pacientes, a dona de casa Miréia Cristina dos Santos, de 33 anos, alega ter presenciado a confusão. Com seu bebê de apenas três meses no colo, ela relata que chegou à unidade por volta das 10h, mas só foi atendida às 14h, ou seja, teve de esperar por quatro horas. “Eles faziam a ficha e só chamavam para a pré-consulta”, reclama.
Segundo ela, uma mãe desesperada acabou invadindo o consultório do médico e teria flagrado o profissional com o celular em mãos. De imediato, a mulher teria partido para a agressão.
Mãe de outro paciente, a recuperadora de crédito Bianca Domingues Ruiz Campos, de 30 anos, confirma o relato de Miréia e acrescenta que esperou por mais de quatro horas para que sua filha fosse, de fato, atendida.
A reportagem não localizou a genitora que teria agredido o funcionário.
Outro lado
Já a assessoria da Prefeitura de Bauru defende, por meio de nota, que uma enfermeira do PAI acionou a PM, “porque havia uma mãe tumultuando o ambiente, por não concordar com a decisão da enfermeira de priorizar o atendimento a uma criança que acabara de chegar com febre alta e histórico de convulsão”.
Além disso, o município alega que outra confusão se instalou após a chegada da polícia. “Enquanto a polícia acalmava o ambiente do lado de fora, a mãe da criança febril que já estava em atendimento teria agredido o médico, porque este interrompeu rapidamente o procedimento para trocar a máscara”.
Ainda segundo a prefeitura, o médico não se exaltou e concluiu o atendimento. Ele decidiu não prestar queixa. Diante disso, a PM não registrou a ocorrência, mas ajudou a acalmar os ânimos, como frisa o 2.º sargento José Izídio de Lima. “Só pedimos paciência às mães”, finaliza.
