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País possui acordos similares com outros


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O Brasil possui acordos similares apenas com outros quatro países: Argentina, Uruguai, Romênia e Argélia.

Única operadora brasileira, a Aliança (controlada pela alemã Hamburg Süd) diz que a rota Brasil-Chile não tem demanda suficiente para a operação de mais navios. Com a frota da chilena CSAV (que é da também alemã Hapag-Lloyd), são oito as embarcações que fazem o serviço.

Segundo Julian Thomas, diretor da Aliança, os concorrentes preferem a rota via canal do Panamá para acessar o oceano Pacífico, pois podem aproveitar a demanda para a América do Norte.

Essa rota, além de mais longa, obrigaria a mercadoria que vai para o Chile a trocar de navio no Caribe, o que atrasaria a entrega dos atuais 12 dias (entre os portos de Santos, no Brasil, e San Antonio, no Chile) para 33 dias.

"Muitos produtos podem deixar de ser competitivos em relação aos chineses", diz.

Ele se queixa ainda de uma possível mudança de regras no meio do acordo, cuja validade é renovada a cada cinco anos. A última foi em 2015.

"Cancelar o acordo agora gera incerteza jurídica tremenda sobre as regras do Brasil. Operamos também na cabotagem [transporte entre portos brasileiros]. Essas regras também vão mudar?"

Segundo o ministro das Relações Exteriores, José Serra, entre os demais ministérios houve consenso de que o Brasil deve deixar o tratado. "O Ministério dos Transportes pediu um tempo para poder estudar, uma vez que afeta a área deles. Vamos ver o que os Transportes vão apresentar, mas a posição já está firmada entre os demais integrantes da Camex."

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