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Bauru decidirá seu próximo prefeito no segundo turno. Gazzetta (PSD) e Raul (PV) foram os dois candidatos mais votados e disputarão a preferência dos mais de 263 mil eleitores no dia 30 de outubro.
Nesse domingo (2), 204.156 foram às urnas na cidade, dos quais 172.079 escolherem um dos seis postulantes ao comando do Palácio das Cerejeiras em eleição com recordes de abstenções, nulos e brancos.
O pleito não foi definido em primeiro turno porque nenhum dos candidatos recebeu mais do que 50% dos votos válidos. A apuração terminou às 20h12.
Gazzetta atingiu a marca de 45,53% ante 30,61%. A diferença entre os dois foi de 25.668 votos. Na sequência, Renato Purini (PMDB) com 13,94%; Henrique Almirates (PRB) com 7,16%; e Maria Flor Di Piero (PSOL), 2,77%. Os 284 votos recebidos por Osmar Brito (PCO) não foram totalizados porque o registro de sua candidatura está sob judice.
Nesta semana, começa já a campanha para o segundo turno e a consequente busca de Gazzetta e Raul por apoios políticos.
A maior expectativa gira em torno dos posicionamentos de Purini, seu PMDB e do prefeito Rodrigo Agostinho.
Nulos e brancos chegam a dobrar
A descrença da população com a política foi refletida nas urnas dessas eleições municipais. Na votação para a Prefeitura de Bauru, o percentual de nulos e brancos praticamente dobrou na comparação com o pleito de 2012.
No primeiro caso, o salto foi de 2,7% para 5,3%. No segundo, de 5,36% para 10,44%. Somados, em 2016, foram 31.822 votos nulos e brancos.
O índice de abstenção também aumentou de 18,05% para 22,49%. O percentual representa o número de 58.700 eleitores de Bauru que não foi às urnas neste domingo.
A saber: na eleição de vereador, foram 15.685 votos brancos (7,68%) e 21.305 nulos (10,44%).
Seis estreiam na Câmara e nove se reelegem
A partir de 2017, a Câmara Municipal estará de cara nova, mas nem tanto (veja o quadro completo abaixo).
Dos 12 vereadores que buscavam a reeleição, nove conquistaram mais um mandato. Não conseguiram se reeleger Artemio Caetano (PMDB), Roberval Sakai (PMB) e Roque Ferreira (PSOL).
Os dois últimos foram o terceiro e o sexto candidatos mais bem colocados no quadro geral, com 3.996 e 3.332 votos, respectivamente, mas suas chapas não atingiram o quociente eleitoral.
Paulo Eduardo de Souza (PSB) e Moisés Rossi (PPS) não disputaram esta eleição. Raul (PV), Lima Júnior (PSDB) e Renato Purini (PMDB) concorreram a cargos do Executivo.
NOVIDADES
Dos novos eleitos, o pastor Luiz Barbosa (PRB) e Chiara Ranieri (DEM) já tinham passagens pelo Legislativo. São seis os vereadores estreantes: Coronel Meira (PSB), ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo; Yasmin (PSC), filha do deputado estadual Celso Nascimento e líder religiosa da Igreja do Evangelho Quadrangular; Serginho Brum (PSD), que milita na Renovação Carismática Católica; Mané Losila (PDT), que atua no segmento comercial e na Igreja Católica; Roger Barude (PPS), ex-secretário de Esportes; e Ricardo Cabelo (PPS), que tem grande inserção na região do Redentor.
MAIS MULHERES
Pela primeira vez, Bauru elegeu três mulheres para a Câmara Municipal. Desde 2000, o Legislativo local vinha sendo originalmente composto por apenas uma representante do sexo feminino. Em 1996, foram duas. Ontem, além de Chiara e Yasmin, Telma Gobbi (SD) conquistou seu segundo mandado.
NOVO RECORDE
Fábio Manfrinato (PP) bateu novo recorde ao conquistar 10.254 votos. Em 2012, ele já havia atingido a marca de parlamentar mais votado da história, com 7.939.
“Procurei fazer um mandato transparente e aberto a ouvir as pessoas, longe dessa política rasteira que o brasileiro está cansado. Acho que isso ajudou. Fui eleito em 2012 com foco na acessibilidade e mobilidade urbana, com a inclusão através do esporte também, e vou manter isso, mas ainda neste primeiro mandato procurei abrir o leque e dialogar com outros problemas junto à população, isso fez a diferença”.
MENOS VOTOS
O alto índice de nulos e brancos também afetou a eleição de vereadores. O quociente eleitoral – divisão do número de votos válidos pela quantidade de cadeiras da Câmara Municipal – despencou de 10.670 para 9.833, que representa o número mínimo de votos a ser obtido por um partido ou coligação para garantir a eleição do primeiro parlamentar.
Das 13 chapas que concorriam, quatro não atingiram o quociente: PSDB; PMB – PTN; PSL – PHS; e PSOL.
O fenômeno culminou ainda na redução da média de votos obtidos pelos vitoriosos.
Em 2012, Paulo Eduardo de Souza (PSB) atingiu o menor desempenho entre os eleitos, com 1.715 votos.
Nesse domingo (2), com menos votos do que ele, garantiram suas vagas na Câmara Roger Barude (PPS), Carlão do Gás (PMDB, que na urna constou como de Goes), Miltinho Sardin (PTB) e Ricardo Cabelo (PPS).
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