| Fotos: Douglas Reis |
| Ponteira Mari é apresentada no Concilig/Vôlei Bauru |
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| Novo reforço da Concilig, a ponteira/oposta Mari, com o presidente Adriano Pucinelli, o vice-presidente Reinaldo Mandaliti e o Marcos Kwiek na apresentação dessa sexta-feira (7) |
O Concilig/Vôlei Bauru apresentou seu último reforço para a temporada 2016/17 no final da manhã dessa sexta-feira (7). A ponteira e oposta Mari Steinbrecher, campeã olímpica com a seleção brasileira em Pequim-2008, chega para ser uma das referências da equipe em quadra. No entanto, ela só vai estrear durante a disputa da Superliga. Mari acumula passagens pelos principais clubes brasileiros, como Osasco, Rio de Janeiro, Praia Clube, Pinheiros e São Caetano, somando quatro títulos de Superliga na carreira, e também no voleibol italiano. Sua última equipe foi o Jakarta Pertamina Energi, da Indonésia.
O presidente do Vôlei Bauru, Adriano Pucinelli, e o vice-presidente, Reinaldo Mandaliti, fizeram a apresentação da jogadora, de 33 anos. Ambos destacaram que o elenco está fechado, agora em um patamar ainda mais elevado. “Essa contratação coloca Bauru entre os seis melhores time do vôlei brasileiro”, cravou Mandaliti. O técnico Marcos Kwiek também participou da entrevista coletiva, na qual a nova contratada respondeu a perguntas sobre sua carreira e principalmente a expectativa de atuar no time bauruense. Confira os principais trechos da entrevista com a ponteira/oposta Mari:
A NEGOCIAÇÃO
“Foi uma negociação longa, porque eu estava na Itália e na primeira tentativa de vir para cá não deu certo, mas já havia essa “paquera”. Felizmente, agora deu tudo certo. Minha intenção era voltar para o Brasil, porque quero ficar perto da minha mãe, pois meu pai faleceu em abril. Recusei propostas de fora do País, então encaixou de dar certo e vir para Bauru”.
CONDIÇÃO FÍSICA
“Fiquei os últimos cinco meses sem treinar, porque tive que ficar na casa da minha família ajudando minha mãe em uma obra. As demais jogadoras do elenco já estão jogando e eu ainda vou precisar retomar os treinos. Espero poder atuar logo, mas estando bem. Prefiro não dar um prazo exato, pois isso depende da evolução. Na estreia da Superliga (dia 27 de outubro) ainda não estarei em condições, o ideal são dois meses para começar a estar bem. Não estou na melhor forma, mas sigo magra, então já posso dar início a esses treinos de preparação. E claro, espero não ter nenhuma lesão”.
COLEGAS DE ELENCO
“Conheço a (ponteira) Dayse, da época de juvenil ainda, e a (líbero) Arlene, joguei alguns anos com ela. As demais já são de uma nova geração, ainda não tive contato, só com as dominicanas (Prisilla Rivera e Brenda Castillo), que conheço de jogar contra. Mas com o convívio isso se acerta”.
Posição em quadra
“Olha, posso jogar até no meio da rede, mas me sinto mais confortável nas extremidades da rede, e posso atuar tanto na ponta, como também na saída (oposto). Já fiz tanto as duas funções que posso atuar em qualquer uma delas. Na Indonésia atuei metade do campeonato na saída de rede”.
Indonésia
“Minha expectativa era terminar a temporada e recuperar o que perdi no time da Itália em que eu estava, porque lá não me pagaram. A ideia era não ficar parada. Mas chegando lá vi que tinha boas jogadoras, a maioria das estrangeiras eram chinesas, e também boas atletas da Indonésia. Eles têm influência do vôlei japonês. É um país que tem dinheiro por causa do petróleo, acho que em uns dez anos podem se tornar potência mundial”.
SUPERLIGA
“Sinceramente, o nível da Superliga caiu muito nos últimos anos, com muitas das melhores jogadoras brasileiras atuando em outros países. Um dos problemas foi a falta de uma renovação, a geração nascida entre 1981 e 1985 se destacou muito e depois houve pouca entrada das jogadoras mais jovens. Se pegar a Superliga entre 2004 e 2010 e a Superliga hoje, acho que o nível caiu. Teve a crise, que influencia na queda de investimento. Mas o Campeonato Brasileiro sempre será um dos principais do mundo. Uma coisa que atrapalha é o ranking, eu já cheguei a ficar sem time por causa disso, tive que sair do Brasil ou não conseguia voltar”.
PERSPECTIVA
“A gente tem que brigar para chegar em finais. Mas claro, tem que ter paciência, até para não ter frustração no meio do caminho. Nosso time tem condição de chegar entre os quatro da Superliga”.
Crescimento
O técnico Marcos Kwiek analisa até onde o Concilig/Bauru pode chegar na temporada. “Temos um elenco com 16 jogadoras, sendo que 13 são novas, não estavam na temporada passada. Superamos uma expectativa desde o início, o grupo reagiu bem (conquistou a Copa SP, Copa Santiago Seguros e Jogos Abertos), e isso ao mesmo tempo faz o nosso time ficar mais visado pelos adversários”, frisa.
“O elenco foi montado em cima da nossa realidade, uma quantidade enxuta de atletas, com várias jogadoras jovens, mesclando com algumas mais experientes. Nosso time vai ser campeão? Não sei. Mas pode ter certeza que o trabalho é de um time campeão, com planejamento o objetivo é sempre chegar longe”, afirma Kwiek.
Semifinal do Paulista
O Concilig/Bauru conta com todo o elenco nesta reta final do Paulista, exceto a nova contratada Mari. Na segunda-feira (3), às 21h30, Bauru recebe o Pinheiros no primeiro jogo da semifinal, no Ginásio Panela de Pressão.
Os ingressos serão vendidos até às 18h de segunda-feira na Concilig (Av. Getúlio Vargas, 3-03), e a partir das 20h na bilheteria do ginásio, ao preço de R$ 15,00 (arquibancada) e R$ 30,00 (cadeira). A segunda partida entre Pinheiros e Bauru será na próxima sexta-feira (14), em São Paulo.
