| Aceituno Jr. |
| Plínio Lourenço, encontrado sem vida na sala de uma casa |
O corpo de um homem de 43 anos foi encontrado com sinais de espancamento na tarde dessa quinta-feira (13), dentro de uma residência da Vila Santa Clara, em Bauru. A vítima, Plínio Marcos Martins Lourenço, estava caída no chão da sala e apresentava, segundo a PM, marcas de solado de tênis no tórax e pescoço, além de sangramento na boca.
Conhecido como Buiú, Plínio era morador dos Altos da Cidade, mas dormia esporadicamente no imóvel, que fica na quadra 4 da rua Machado de Assis. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como morte suspeita, já que, além das evidências de agressão, a Polícia Militar e o Samu só foram acionados mais de quatro horas depois da localização do cadáver. A Polícia Civil segue investigando o caso.
Conforme a PM, a vítima tinha antecedentes criminais. À polícia, familiares relataram que o parente trabalhava como pizzaiolo, mas fazia uso abusivo de álcool.
Vizinhos teriam ouvido uma discussão vinda de dentro da residência por volta das 3h dessa quinta-feira (13). Porém, o camelô Euclides de Oliveira, 61 anos, morador da casa, nega a ocorrência de qualquer briga no local.
“O Plínio chegou de madrugada com um litro de pinga, pediu para dormir aqui e ficamos conversando. Ele bebeu bastante. Eu tomei só uma dose, arrumei o sofá para ele ficar e fui para o quarto dormir. Não ouvi nada depois disso”, relata.
| Aceituno Jr. |
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| Corpo foi encontrado neste local na Vila Santa Clara nessa quinta (13) |
Euclides afirma trabalhar para o dono de uma barraca que fica na região central da cidade, de quem Plínio também teria sido empregado no passado. Segundo o morador, foi este homem, proprietário da casa, que o teria acordado para avisar sobre a morte da vítima.
“Ele chegou aqui, me acordou e perguntou se eu não ia trabalhar. Um tempo depois, veio me chamar de novo, dizendo que parecia que o Plínio estava morto. Ele já estava gelado, caído na sala”, comenta.
A descoberta do corpo teria ocorrido por volta de 13h. Mas a PM só foi acionada às 17h20, 25 minutos depois de o Samu receber o mesmo chamado. Neste momento, o dono do imóvel já tinha deixado o local.
MORTE NATURAL?
Para Euclides, a vítima teve morte natural. O morador diz que o pizzaiolo estava doente, embora não soubesse precisar qual problema de saúde ele tinha. “Ele tossia muito, de quase acabar o fôlego. Disseram no hospital que ele tinha um coágulo na cabeça. Mas ele bebia muito e não se cuidou”, alega.
