| Fotos: Samantha Ciuffa |
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| Rafael Victor de Almeida Schiavo, diretor da Casa do Hip Hop |
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| David MC: “Hip hop é nosso grito. Eu posso falar à vontade” |
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| Gabriel Miranda, do Dilema: “A música me deixou melhor” |
Moradores do Núcleo Gasparini “ganharam voz”, na tarde deste domingo (16), por intermédio do Projeto Ensaio (que visa levar a cultura do hip hop) às comunidades Bauru.
O evento ocorreu na sede do time de futebol amador 100% Gasparini e contou com a presença de quatro grupos de rap da cidade: Dilema, Renegados MCs, Ment Blindada e, ainda, Dentão da Rima.
Rafael Victor de Almeida Schiavo, diretor da Casa do Hip Hop, frisa que a realização da iniciativa é do Ponto de Acesso Hip Hop, com apoio da entidade que ele coordena, além do 100% Gasparini. Já o patrocínio é da Secretaria Municipal de Cultura.
O Projeto Ensaio, segundo ele, foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura. Periodicamente, seus proponentes levam o hip hop às comunidades carentes.
Schiavo destaca os pontos positivos da iniciativa. Em primeiro lugar, é o entretenimento, quase inexistente nos bairros mais afastados da região central da cidade.
“Depois, é a questão do empoderamento que o rap oferece às pessoas”, argumenta.
FERRAMENTA DE EXPRESSÃO
David MC nasceu em Bauru e vive com a família no Núcleo Gasparini. Aos 9 anos, seu pai o ensinou a se expressar através do Hip Hop, mais especificamente, da dança.
Aos 12, ele escreveu sua primeira letra de rap. “Hip Hop é o nosso grito. Eu posso falar à vontade e tenho certeza de que alguém vai me ouvir”, pontua.
Gabriel Miranda, do grupo Dilema - que se apresentou no evento -, começou a fazer rimas aos 12 anos. Aos 14, já fazia parte do já extinto grupo Impacto ZL. Hoje, vive de música.
“Eu realmente acredito que o rap tenha me salvado. Cresci na periferia e vi muita coisa ruim. Graças à música, eu me tornei uma pessoa melhor”, finaliza.
Entretenimento
Jogador do 100% Gasparini, Fábio Tadeu Tuti justifica que o time decidiu apoiar a iniciativa musical deste domingo à tarde com o intuito de incentivar o entretenimento da comunidade na qual ele está também inserido.
“Além disso, eu cresci na periferia, nasci em uma família humilde e passei a respeitar a cultura do rap, que deve ser difundida”, opina.


