Talvez eu devesse nem palpitar sobre política, já que estaríamos, no ápice da batalha política local, com a acirrada luta, para o cargo da máxima importância, para todos (?) os bauruenses. No entanto, é justamente aqui, nesta coluna, que podemos desabafar, deixando públicas as nossas opiniões, que em contato com outras, prós ou contras, poderiam reagir como elementos químicos, dando assim algum outro tipo de resultado.
Por isso, venho com meu desacreditar e o coloco em público, e, diferentemente de outras interrogações, pergunto: por que pessoas que já se deram tão bem em suas vidas pessoais insistem tanto em querer entrar para vida pública, mesmo sabendo ser um terreno tão sujo e às vezes perigoso?
Mesmo levando-se em consideração que alguém teria que fazer esse tipo de trabalho e tudo mais. Mas não deixa, e não apenas para mim, de ser um trabalho desacreditado de lisura. E viria mais questionamentos, o como e o porquê da fome de engrandecimento através do poder.
Seria mesmo muito nobre, principalmente para cidadãos (e eu não sei exatamente a porcentagem), que já estão “estabelecidos”, que fosse sem remuneração e mais os privilégios que recebem, e que infelizmente não aplacam a fome que carregam dentro de si, sim, pediria trabalho gratuito, em prol de uma sociedade onde a maioria vive com o mínimo, a espera longa, de que se cumpra o prometido (à espera de um milagre?). Pois é, fosse para falar de utopia, melhor seria ficar calado. Será?