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O último semestre é a hora de reverter as notas baixas

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 4 min

Internet/Reprodução
Aluno precisa manter a calma, estudar e ter organização; já os pais devem avaliar as condições que levaram a esse quadro

Falta pouco para o término do ano letivo. Muitos alunos já contam os dias para as tão merecidas férias. Por outro lado, há aquela turma cujo boletim está sofrível. Para estes, o momento é de apertar o passo para tentar reverter este quadro e não ficar em recuperação.

Se o seu filho está nessa situação, respire fundo e... muita calma nessa hora! Comece com uma boa conversa. “Geralmente, eles sabem onde falharam e o que precisam para melhorar”, afirma o educador Gabriel Alexandre Costa.

Procure não apontar culpados e tente avaliar em qual momento houve a falha. Nem sempre o problema é falta de vontade da criança. Existe uma série de fatores que podem levar à desmotivação e ao baixo rendimento (confira no quadro abaixo).

“Podemos relacionar as notas vermelhas à falta de atenção, excesso de faltas em sala de aula, lições de casa não feitas - que fazem com que o aluno não reforce o aprendizado fora da sala de aula -, falta de planejamento nos estudos ou à própria dificuldade que o aluno possa ter em determinada matéria”, destaca o mestre e psicólogo Fernando Elias José, especialista na preparação emocional de estudantes.

A psicóloga Ceres Araujo, especializada em terapia familiar, aponta, em um artigo no site UOL, que é preciso abrir os horizontes e avaliar a situação de maneira global. “Notas baixas são um sinal amarelo que está avisando: existe algo com o que se preocupar. As causas das notas baixas devem ser averiguadas cuidadosamente e com isenção. Nem sempre a criança pode ser responsabilizada diretamente”, descreve.

Foco no estudo

Samantha Ciuffa
Mirian mudou toda a rotina em sua casa para ajudar a filha Maria Isabella, de 11 anos

A empresária Mirian Alves Aguiar mudou toda a rotina em sua casa desde o início deste segundo semestre. Isso para ajudar a filha Maria Isabella Alves Aguiar, 11 anos, a melhorar as notas na escola. “No início, achei que ela não estava indo bem por causa da mudança do material do colégio. Mas acabei vendo que era ela que não estava preparada para o 6.º ano no sentido de ser ativa, dinâmica”, diz a mãe.

A média da estudante está em 5,5, abaixo da meta do colégio, que é 6, e ela ficou com pendência em quatro matérias. Para mudar o jogo e alavancar o desempenho da filha, Mirian reduziu a agenda extra da menina. “Percebi que ela estava com muitas atividades durante o dia e não sobrava tempo para estudar. Cortei o inglês, a natação e as aulas de culinária”, diz.

Além disso, ela estipulou uma rotina mais clara de estudos. “Eletrônicos, como celular, tablet e computador, só aos finais de semana. Coloquei uma hora de descanso após o almoço e determinei os horários de estudo. Brincadeiras com os amigos da vizinhança só depois de concluir as tarefas da escola”, conta a mãe.

Mirian também conta com a ajuda de professores particulares de português e matemática, para reforçar o conteúdo escolar. Ela acredita que a mudança do Ensino Fundamental 1 para o 2 trouxe um impacto grande para a filha, pois a exigência nesta fase é maior.

Além das mudanças na rotina de Maria Isabella, Mirian também está mudando o seu dia a dia para acompanhá-la mais de perto. “Coloquei inclusive minha loja à venda para ter mais tempo para a Maria Isabella e para minha outra filha de 5 anos. Até então, eu ficava o dia todo fora e, quando chegava à noite, só perguntava se tinham feito as tarefas. Quero me dedicar mais a elas”, frisa.

Metas para vencer o ‘boletim vermelho’

O tempo está correndo e é preciso, paralelamente à reflexão, estabelecer uma meta para reverter as notas baixas ainda neste bimestre. Algumas atitudes podem ajudar nessa batalha, que precisa ser travada em conjunto (pais e filhos):

ORGANIZAÇÃO
Procure separar o tempo de brincar do tempo de estudar. Mesmo em casa, é necessário revisar os conteúdos dados em sala de aula. E aqui não estamos falando apenas das tarefas cotidianas. Para correr atrás do prejuízo, tem que ter dedicação.

CONCENTRAÇÃO
Nada de estudar vendo televisão ou mexendo na Internet! É preciso criar um ambiente de estudo e se concentrar somente nos livros.

COCHILO
Para quem estuda no período da manhã, não há nada errado em tirar um cochilo depois do almoço. Desde que o sono não se estenda durante todo o período da tarde. Uma horinha de descanso basta para recuperar as energias.

RESUMO
Uma maneira de recuperar o conteúdo dos bimestres anteriores é fazer resumos do material de estudo, grifando o que achar mais importante e encontrando palavras-chaves que resumem o assunto em tópicos.


 

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