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| Na foto, as crianças Renato Limão, Eduardo de Oliveira, Caio Pereira, Lucas Cecato, Arthur de Oliveira, Rodrigo Limão e Yasmim Lujan |
Qual a melhor idade para a criança aprender um novo idioma? Algumas pesquisas dizem que quanto mais cedo, mais facilidade de absorver o conteúdo. Porém, na primeira infância também se dá o aprendizado da língua materna. Sendo assim, aprender duas línguas simultaneamente pode ser ideal para os pequenos?
“Pesquisas recentes indicam que é recomendado respeitar o período de aquisição da língua materna: por volta de 2 a 4 anos de idade, a fim de que este processo não seja prejudicado. Note que não estamos falando de bilinguismo, que é um processo distinto do aprendizado de uma língua como segunda língua”, destaca a gerente da filial Bauru da escola de idiomas Cultura Inglesa, Marcia Maria Capelli.
Já o diretor da American Corner em Bauru, Marco Campagnucci, destaca que, mais importante do que a idade que uma criança começa a aprender um idioma, é a metodologia pela qual este processo acontece. “Não adianta sacrificar a agenda de uma criança desde a mais tenra idade com aulas de um novo idioma, se a forma como esta língua é introduzida não for significativa para ela, não respeitar as características de cada faixa etária e não se utilizar das estratégias corretas para que a aprendizagem ocorra de forma natural”, explica.
Isso porque especialistas afirmam que a aprendizagem de um idioma não está diretamente ligada à idade que a criança inicia este processo, mas sim, se o idioma tiver algum significado emocional para ela. “Embora até os 6 anos – por causa do desenvolvimento do hipocampo - a criança tenha mais facilidade para aprender diferentes línguas de maneira uniforme, já que as relações semânticas e sintáticas de cada uma estão integradas, aprender línguas exige interação”, explica Marco.
Rafael Limão Bucollo, diretor pedagógico da Blink Escola de Inglês, concorda com ele. “Na realidade, não existe uma idade certa para aprender um novo idioma. O que muda é a maneira de aprender, o conteúdo absorvido e como essa língua será processada no cérebro da criança. Porém, quanto mais cedo a criança estiver exposta ao novo idioma, mais natural será o entendimento do mesmo”, destaca.
INGLÊS ESSENCIAL
Música, viagens, negócios! Em qualquer lugar que a pessoa for, se ela se comunicar em inglês, vai ser compreendida. Principal idioma internacional, ele abre as portas do mundo para saberes, prazeres e necessidades primordiais.
“O inglês é o mais recomendado simplesmente por ser o idioma mais falado no mundo enquanto segunda língua. É a língua dos negócios, do entretenimento, da tecnologia. E as crianças conseguem assimilar com muita facilidade, por encontrar o inglês em seus jogos, filmes e outros estímulos auditivos e visuais. Além disso, em torno de 30% das palavras em inglês tem origem do latim, facilitando a compreensão da criança”, diz Rafael Bucollo.
O Brasil ainda está aquém do ensino de inglês. O País ocupa a 41.ª posição em uma pesquisa que avalia a proficiência global da língua inglesa em 70 países, publicada, em 2015, pela empresa de educação internacional Education First (EF). O resultado mediu a compreensão gramatical, o vocabulário e o domínio de leitura de adultos brasileiros e classificou o País na categoria de proficiência baixa, apresentando queda em relação aos dois anos anteriores, quando aparecia em 38.º no ranking.
Como a criança aprende?
Embora tenha predisposição e facilidade para aprender, a criança ainda não está pronta para um estudo formal e racional da língua. “O aprendizado deve acontecer através de atividades comunicativas e lúdicas que façam parte do universo infantil e que respeitem o ritmo de aprendizado da criança”, diz Márcia Maria Capelli.
Segundo Marco Campagnucci, para o universo infantil, a compreensão e a produção oral acontecem através de histórias apoiadas em atividades lúdicas como jogos, artes, culinária, brincadeiras, dança e música. “As situações e vocabulários introduzidos são cuidadosamente definidos de acordo com a faixa etária dos alunos, promovendo a interação significativa com o idioma”, reforça o diretor.
No próximo ano, Bauru deve ganhar mais uma escola bilíngue, a Maple Bear, cuja metodologia baseia-se no sistema de ensino canadense. Geiry Amaral, diretora pedagógica do colégio, explica que o bilinguismo oferece muitas vantagens, entre elas o aumento na capacidade de atenção e maior facilidade para se expressar. “A proposta de ensino da Maple Bear baseia-se no aprendizado por meio da experiência, ou seja, manipular, explorar e experimentar objetos e situações reais, pois acreditamos que as crianças aprendem fazendo, falando e se movimentando. No brincar, conseguimos com que elas esclareçam informações e integrem experiências novas a ideias anteriores”.
