Não sei se foi a repentina onda de calor que inundou a cidade ou se realmente eu tomei umas a mais no final de semana, mas as edições desse glorioso matutino me reservaram apocalípticas surpresas, que vieram enriquecer a minha parca sabedoria. No domingo, logo na página 2, um artigo assinado por Zarcillo Barbosa, me revela que a palavra “beatnik” é a junção de “cansado”, em inglês, com o sufixo de Sputinik, querendo dizer, segundo o colunista, “símbolo do avanço tecnológico”.
Curioso é que o próprio precursor da geração beat, Jack Kerouac, ficou, à época, careca de explicar que o “beat”, no caso, vem de beatitude. E que o termo “beatnik” foi criado pelo jornalista Herb Caen como uma referência jocosa, como a dizer: “Esses vagabundos que vivem no mundo da lua”.
Já na segunda, 17/10, também na página 2, um missivista da Tribuna me dá conta que Pepe Escobar é um renomado jornalista francês que se mete a dar palpites sobre política brasileira. Bem que eu desconfiava que aquele medíocre crítico musical dos anos 90 um dia iria arrumar uma boquinha noutra freguesia.
E, finalmente, no caderno Ciências da mesma edição, o grande Alberto Consolaro, de quem sou leitor assíduo, põe a nu um fato que eu, ignaro, não havia me atentado: Suécia, Noruega e França são países que praticam estoicamente o socialismo! Rapaz, muito sol na moringa...