Tribuna do Leitor

O ardil da Democracia

Eli Elias - Licenciado em filosofia
| Tempo de leitura: 1 min

Há sempre nessa época eleitoral um forte apelo dirigido a todos nós, que são emitidos nos mais diversos veículos de comunicação (rádio, tv, etc), os quais apontam sobre a necessidade de se cumprir com a cidadania exercendo o voto. E que nós temos o dever como compatriotas de fazê-lo, afinal, somos cidadãos preocupados com a nossa sociedade, com a nossa cidade, e com o lugar que "experenciamos a existência", como dirá certo filósofo.

Em nossa história (quando éramos colônia de Portugal), tal direito estava restrito a homens que possuíam certa renda. Depois disso, com o surgimento da República, foi ampliado para quase todos (exceto para as mulheres). O sufrágio universal como conhecemos apenas tomou cores com a reforma eleitoral nos anos 30, mas não são tais fatos que me motivaram a escrever essas linhas.

O que pretendo realçar é lançar luz no que toca ao regime democrático. Este, que vemos, sendo mostrado como modelo e referência ao mundo com sua tecnologia, com a rapidez e fluidez na apuração dos resultados obtidos, na sofisticada urna eletrônica e tal, tudo não passa de uma estratégia sutil e mascarada que busca acobertar uma elite manipuladora que governa não apenas uma cidade, um Estado, um País ou um bloco econômico inteiro. Tais "elites", muitas vezes, podem patrocinar ambos os candidatos. É só pensar que durante a Segunda Guerra Mundial, megaempresários (Coca-Cola, Ford, Ibm, Nestlé etc...) patrocinavam e municiavam não apenas o terceiro Reich alemão como também os países aliados, lucrando milhões de dólares.

Nessa mesma perspectiva, não importa se você vai votar nos republicanos ou democratas, é esta mesma elite, a qual está nas sombras, que está a reger a orquestra e manipular todos os fantoches nesse grande circo que é a democracia, e nós contribuímos muitos nessa festa, restando-nos o papel de palhaços...

 

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