Tribuna do Leitor

VLADIMIR HERZOG

Antônio Ribeiro Corrêa
| Tempo de leitura: 1 min

Podemos, mas não devemos dizer tudo... Não vivenciamos mais a era de chumbo e, dando graças a essa felicidade, não devemos mencionar fatos deploráveis de um tempo que já se foi.

Seria relembrar lágrimas e ódios que não trazem de volta parentes, amigos ou, simplesmente, brasileiros intelectuais e idealistas que prezavam por um Brasil melhor, mais justo para todos.

Eram eles muitos e inconformados com a tirania que, a rigor, foi discutida até mesmo entre militares norte-americanos que julgavam encerrados os episódios da mudança de governo no nosso país... Os norte-americanos não viam necessidade de tanta violência para com os vencidos...

Porém, a decisão era não interferir mais, ainda que militares brasileiros usassem critérios da SS de Hitler, aniquilando inúmeros brasileiros que lutavam pela liberdade de expressão. Para o DOI-COD, era vedado pensar... E quem se pronunciasse pela arte de escrever, desenhar, representar, musicar, ou poetizasse alusões contrárias ao novo governo, seguramente seriam presos e torturados.

Vladimir Herzog nasceu em Osijek, Croácia (antiga Iugoslávia), aos 27 de junho de 1937. Foi assassinado pelo DOI-COD (unidade do Exército destinada a torturas, às quais muitos outros oficiais das nossas Forças Armadas se opunham aos seus métodos nazistas de punição), em 25 de outubro de 1975.

Nossa justa e humílima homenagem póstuma a Vladimir Herzog e a dezenas de outros nacionais inconformados com a Ditadura Militar.

 

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