Em nenhum momento da história do Brasil se viu tanta arbitrariedade realizada por aqueles que deveriam, ou melhor, são pagos com o dinheiro da população para justamente fazer cumprir as leis do país, que são os senhores do Judiciário em todas as esferas. Lembrando que essas leis foram deliberadas em uma Assembleia Nacional Constituinte, em um momento de superação de uma Ditadura Militar, aquela que aboliu autoritariamente os direitos da população.
Desde um Sartori, que inocenta 111 criminosos com alegações fúteis, até o STF criando constrangimento ao exercício do direito de greve dos servidores públicos com alegações ridículas. Sabe-se que no caso das universidades todas as aulas e os serviços são repostos, portanto, é falácia dizer que se ganha sem trabalhar! Como esses senhores não precisam fazer nenhum movimento para ter aumento de salário, pois os governos fazem qualquer coisa para agradá-los, não precisam respeitar nenhum prazo e ações podem demandar durante décadas. Até parece que estão em greve permanente! Agora, dizer para os trabalhadores que, em sua grande maioria, ganham um salário miserável no setor público, que só poderão reivindicar seus direitos (por exemplo: a reposição da inflação, ficando sem receber seus proventos) é, no mínimo, cinismo e a mais alta violência perpetrada pelo poder público aos servidores públicos.
Essa posição do STF faz parte do "combo" da PEC 55 (antiga 241) em que a violência do estabelecimento de um teto com despesas principalmente nas áreas sociais (Educação, Saúde e Assistência Social) vai provocar uma grande movimento de resistência dos setores públicos e da população que vai deixar de ser atendida. Ou seja, pretendem garantir na marra e na repressão o lucro exorbitante dos grandes empresários e banqueiros! Talvez com essa postura submissa e indigna esses senhores almejem fazer parte do seleto grupo da burguesia que domina o mundo. Doce ilusão! Os lacaios nunca serão integrados à corte! Essa novela nos já vimos no período da Ditadura Militar e constatamos o prejuízo e retrocesso que causou ao país.
Essas posturas têm estimulado o baixo clero do judiciário a autorizar toda a sorte de violência contra os adolescentes e jovens que ocupam as escolas que somente foram vistas na Ditadura Militar e em Guantánamo. Isso faz com que o braço armado do Judiciário e do Estado possam finalmente se libertarem de um prática humanizada para voltar às suas origens: repressão, desrespeito e violência contra a população que não aceita abaixar a cabeça e perder a dignidade.
O Judiciário mostra sua cara que estava maquiada na época da Ditadura Militar, pois foram alijados de participar da violência implementada pelos militares que pouco se preocuparam com eles ou com sua pseudo legitimidade. Alguns setores dessa área e parte da OAB lutaram bastante pelo Estado de Direito e agora calam-se diante dessas arbitrariedades praticadas pelos colegas de profissão.
Isso é resultado de uma profissão que se norteia, não pelo cumprimento das leis, mas sim pelo discurso e retórica pomposa que nada mais é que o arremedo de posturas ideológicas, conservadoras e subservientes ao status quo. Definitivamente, esses senhores não merecem respeito e nem consideração!