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DRE se tranca durante protesto

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Alunos voltaram a protestar contra a reforma do Ensino Médio, PEC 55 e reintegração de posse 

Cerca de 200 estudantes de diversas escolas estaduais voltaram a protestar contra a reforma do Ensino Médio e a PEC 55, durante ato realizado ontem de manhã na frente da Diretoria Regional de Ensino (DRE). Os alunos só não entraram no prédio porque os portões estavam trancados com cadeados.

A manifestação teve início em frente à E.E. Professora Stela Machado, Vila Pacífico, por volta das 8h. Com cartazes, violão e caixas de som, os estudantes seguiram até a DRE, onde reivindicaram reunião com a dirigente de ensino, Gina Sanchez, sem sucesso. No interior do prédio, policiais militares faziam a segurança em caso de ocupação.

O ato desta segunda também criticou a forma como as reintegrações de posse das escolas de Bauru foram realizadas pela PM na semana passada, sem decisão judicial e baseada no direito de autotutela em caso de ocupações.

"Ela (a Gina) que deveria proteger ou falar pelos alunos, em momento algum interferiu na desocupação e nem se posicionou em relação ao assunto, que mexeu com a população e os alunos", critica Giovana Moreira Sanches, estudante do Stela Machado. "A pressão psicológica e física da PM foi desnecessária", completa.

Comandante da PM em Bauru, o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume disse ao JC, na quinta-feira, que acompanhou pessoalmente toda operação e que nada do tipo foi registrado.

Durante o ato, dois manifestantes passaram por debaixo do portão e tiveram acesso à porta da frente da DRE. Os pais deles foram acionados pela PM para buscá-los. A manifestação, entretanto, ocorreu de forma pacífica.

OUTRO LADO

Em nota, a DRE disse que "não houve nenhum pedido formal de conversa com a dirigente, que atende toda comunidade sempre que é solicitado previamente. Apenas neste ano foram três grandes encontros com alunos das 83 escolas jurisdicionadas à D.E. para tratar de questões pertinentes ao trabalho da Diretoria de Ensino, sem falar nos atendimentos pontuais a pais e alunos".

Sobre os portões terem ficado fechados, alegou que foi "para garantir a segurança dos funcionários e o expediente ocorreu normalmente". "Os pais daqueles alunos que pularam o muro foram chamados e buscaram seus filhos no local. A D.E informa que os portões estão abertos e que alunos e professores que não foram à aula hoje tiveram falta registrada", finalizou a DRE, ressaltando que "as manifestações não são contrárias à Secretaria da Educação, mas sim ao governo federal". 

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