O governo federal pretende retomar até junho do ano que vem 1.120 obras que estão paralisadas em todo o País. A meta é que 721 delas já sejam reiniciadas em até 90 dias. Cada projeto custa de R$ 500 mil a R$ 10 milhões e a lista inclui projetos de saneamento, creches e até reformas em aeroportos. O presidente Michel Temer decidiu ontem, em reunião com ministros, a lista de empreendimentos que serão retomados, que somam R$ 2,073 bilhões.
Apesar de tentar criar uma agenda positiva, o levantamento das obras inacabadas está com o cronograma atrasado. No fim de julho, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira deu o prazo de 30 dias para que o governo apresentasse a lista com os empreendimentos prioritários. Além do atraso no executivo, a comissão do Senado que discutirá a retomada das obras foi instalada depois de muitos atrasos e dificuldade de indicação de nomes para compor o colegiado.
Além de atender a deputados e senadores, que têm feito o pleito para a retomada de ações em suas bases, a agenda de colocar para andar as obras interrompidas é um pleito antigo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e foi um dos principais acordos que o peemedebista fechou com o presidente Temer durante o processo de impeachment. A promessa atraiu muitos senadores e definiu votos para o afastamento de Dilma.