| Samantha Ciuffa |
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| Gazzetta se reuniu ontem com dirigentes de 13 partidos |
Clodoaldo Gazzetta (PSD), reuniu, pela primeira vez, na manhã dessa quinta-feira (10), os presidentes dos partidos que integraram seu rol de alianças no primeiro e no segundo turno das eleições 2016. Aos dirigentes de 13 legendas, o prefeito eleito frisou que aceitará indicações de nomes para integrar seu governo. Todas, no entanto, terão de ser acompanhadas de currículos.
“A decisão final será minha, mas estou aberto a sugestões. A exigência dos currículos é porque queremos pessoas técnicas e qualificadas. Eles serão, inclusive, publicados no Diário Oficial junto com as nomeações para que fique clara a experiência de cada pessoa na área em que vai atuar”, disse ao JC.
O eleito já destacou um subgrupo dentro de sua comissão de transição, que será incumbindo de receber as informações sobre os indicados pelos partidos políticos. Segundo Gazzetta, poderão indicar quadros para o primeiro e o segundo escalão da administração municipal os presidentes das legendas e os vereadores eleitos. “Também serão bem-vindas as sugestões de pessoas que não estão vinculadas a nenhuma das siglas. É capaz que haja alguns casos assim, inclusive no secretariado”, completou.
Dirigentes partidários relatam que, no encontro dessa quinta-feira (10), não foram discutidos nomes que vão compor o governo. Por enquanto, apenas José Eduardo Fogolin, cujo vínculo ao PSB foi confirmado no encontro, foi oficializado para conduzir a Saúde a partir de janeiro de 2017.
NOVO DESENHO
Como já noticiado pelo JC, Gazzetta estará fora de Bauru na próxima semana, quando pretende concluir o desenho do novo organograma para a Prefeitura. As mudanças incluem a extinção, a criação e a reorganização de pastas do Palácio das Cerejeiras. Só depois disso é o que prefeito eleito retomará o anúncio de seu secretariado.
A reportagem apurou que, inicialmente, a ideia é dar fim à Secretaria de Administrações Regionais (Sear), criar seis subprefeituras e vinculá-las à futura Secretaria de Governo, que conduziria também na articulação política do governo.
A Chefia de Gabinete deve se limitar a atividades operacionais e burocráticas. Gazzetta também já sinalizou que pretende reestruturar o setor de Comunicação.
Legendas não terão controle total sobre o 2º escalão das secretarias
Durante todo o processo eleitoral, especialmente no segundo turno, Clodoaldo Gazzetta foi acusado por opositores de que lotearia a gestão municipal entre partidos políticos, em função do grande leque de apoio que angariou. Sua coligação era composta por seu PSD, ao qual se somaram o PTB, PSB, PP, DEM, PSC, PCdoB, Rede, PROS, PEN. Depois, somaram-se formalmente o PDT, o Solidariedade e o PHS. Aos dirigentes das agremiações, contudo, o prefeito eleito avisou que não entregará a eles o comando pleno de secretarias ou órgãos da administração indireta.
Os presidentes com quem o JC conversou usaram a analogia de que não haverá “porteiras fechadas” nas estruturas administrativas. “Pode haver um secretário do partido X, com diretores do Y e do Z”, relatou um deles.
Gazzetta confirma, alegando que “a repartição do governo a partidos” nunca deu bons resultados e reiterando sua vontade de “romper paradigmas”. Parte de seus aliados, no entanto, teme que a intenção de “reinventar a política” fracasse e prejudique o andamento do futuro governo. Um dos dirigentes questiona como um secretário de determinado partido conseguirá gerir sem a relação de confiança em seus subordinados. “Vai ter diretor fazer de tudo para derrubar secretário de outra legenda para tentar tomar o posto”.
O prefeito eleito, por sua vez, não endossa os prognósticos mais pessimistas e pondera que os membros do primeiro escalão terão liberdade de atuação. “Não vai haver imposição por nomeações de um partido ou de outro. Os secretários também terão a prerrogativa de apresentar nomes para compor. Se for necessário, vamos recorrer aos currículos sugeridos”, pontua Gazzetta.
Desconfianças à parte, para outros dirigentes a reunião chamada pelo futuro prefeito sinalizou seu desejo de governar em grupo, junto com quem lhe ajudou a chegar ao Palácio das Cerejeiras. “Já participei de muitas eleições. Em várias, saímos vitoriosos. É a primeira vez que alguém fez isso”, disse um deles.
