O sr. Luiz Carlos Pasquarelo fez considerações interessantes na Tribuna do Leitor do último dia 8 de novembro sobre as crônicas de João Jabbour. Gostei das suas considerações e por isso o parabenizo pelas colocações que fez!
Realmente, compartilho da opinião do sr. Luiz Carlos: temos em Bauru um escritor e cronista dotado de grande sensibilidade, cultura carisma e... muito mais! João Jabbour, com suas crônicas sobre o cotidiano, tem o condão de nos levar a meditar. Faz isso com sabedoria e palavras simples. Nas suas crônicas, João Jabbour vai nos conquistando, da primeira à última linha. Seria dificil não ler uma crônica sua até o fim .
O leitor fica interessado e intrigado com o que ele está expondo. E depois da leitura paramos, pensamos, trazemos a informação para nossa vida, para o nosso cotidiano. Nesta sua última crônica no JC, “Ser chamado de senhor”, João foi às alturas. Como ele consegue isso?
É, sem dúvida, um dom de deus, um derramar desse dom e da sua cultura sobre nós, simples mortais. Constato sempre que a linguagem coloquial que utiliza, com gramática apurada, é um dos trunfos na escrita do João. Sua escrita tem fluidez na comunicação e não é formal, nem rebuscada, nem hermética.
Ele escreve para todos e não só para os “eleitos”. O neurologista Martin Portner, em seus comentários, fala sobre um sexto sentido. Temos cinco sentidos, mas o neurologista argumenta sobre a existência de um sexto, que nada mais é que um “feeling”, uma maneira de sentir algo com maior sensibilidade.
As mulheres são ditas como tendo maior intuição que os homens. Seu “sexto sentido” é maior. Martin Portner nos diz que isso se deve ao corpo caloso do nosso cérebro. Não vou falar sobre o tal corpo caloso (maior nas mulheres) porque essa não é a minha praia.
Penso, porém, que o corpo caloso do cérebro do João deve ser como o das mulheres, porque ele escreve com o sentir e a generosidade da alma feminina. Minha professora de espanhol se chama Fabiana Teófilo. Excelente!
Vou finalizando com uma palavra espanhola que aprendi com ela. Quero usar o verbo alabar: elogiar, aplaudir, honrar, engrandecer, louvar... Para João Jabbour!
João, esta é a minha opinião e minha alabanza para sua pessoa.