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Zika: prevenção ainda é o melhor remédio


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Um ano após o Ministério da Saúde decretar epidemia de zika, o acesso a informação e as pesquisas sobre a doença aumentaram, mas ainda há aspectos desconhecidos.

Um estudo da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD-A), com apoio da SBP Repelente e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, mostra que 78% dos brasileiros usam repelente no campo e 69% na praia, mas não na cidade, onde a incidência do mosquito é alta. Já 83% não sabem o que é a icaridina, substância presente em repelentes recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Para Artur Timerman, presidente da SBD-A, o modelo atual de urbanização colabora para a proliferação do Aedes aegypti (principal transmissor da doença) e, por isso, é preciso focar na prevenção. "Com o armazenamento inapropriado de água, esgoto a céu aberto e coleta de lixo inadequada, vamos ter que aprender a prevenir. O uso do repelente, então, é uma das medidas mais eficazes a curto prazo", analisa o especialista.

O repelente à base de icaridina é de longa duração, seguro e indicado para grávidas e bebês a partir dos seis meses - público considerado de risco para o vírus zika.

A pesquisa mostra ainda que apenas 3% das pessoas sabem que o vírus pode não manifestar sintomas aparentes - o que ocorre em boa parte dos casos, segundo a SBD-A. Por isso, especialistas indicam que, enquanto não há mais informações sobre a doença, complicações no feto e manifestações tardias, as mulheres que puderem adiar a gravidez devem fazer isso.

"Além da microcefalia, bebês podem ter manifestações oculares, auditivas, osteoarticulares, dificuldade de desenvolvimento", enumera Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Pelo mundo

O vírus da dengue está presente em mais de cem países na forma endêmica, área que tem a metade da população mundial.

Número de casos

No Brasil, em 2015, foram reportados 1.649.080 casos de dengue, com 863 mortes.

Até agora

Neste ano, até agosto, o país teve 1.400.000 casos prováveis da doença e 419 mortes.

Áreas principais

As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentaram as maiores taxas de incidência de dengue em 2016.

No verão

Os surtos epidêmicos acontecem, na maioria dos casos, no período mais quente e úmido do ano.

Prevenção

O Brasil tem vacina contra a dengue, mas esta só está disponível no mercado privado, com três doses e eficácia razoável.

Sintomas

Febre alta, dores no corpo, dor na parte interna do olho e alterações de leucócitos. Na chikungunya, além da febre, a pessoa tem dores nos dedos, punhos, tornozelos, cotovelos e outras articulações.

Efeito duradouro

Surgem ainda lesões na pele e manifestações oculares atípicas, como conjuntivite. Os sintomas podem durar por meses e, em alguns casos, verificou-se a presença de dores nas articulações após três anos.

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