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Furto de cabos tira IPMet do ar

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Paulo Noronha, do Conselho do IPMet, falou sobre o ocorrido

O Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet), da Unesp, ficou três dias com o site fora do ar por conta de furtos de cabos de fibra ótica. O fato foi constatado no final da tarde de sexta-feira e o problema foi sanado ontem, com a troca dos cabos, na altura da rotatória do trevo sobre a Bauru-Jaú (SP-225), que liga o câmpus ao IPMet.

A página e os telefones ficaram fora do ar, mas os técnicos e meteorologistas continuaram trabalhando normalmente. Com o reparo realizado na tarde desta segunda, o restabelecimento foi rápido. Curiosamente, também ontem, foi oficializada a vinculação do IPMet à Faculdade de Ciências (FC), em solenidade que contou com o reitor Júlio Cézar Durigan. Desde o final de 2014, o local deixou de ser um instituto para se tornar um centro de meteorologia, apesar de manter o nome 'IPMet'.

"Tivemos uma mudança na rede de fibra ótica, com a mudança dos cabos e, durante esse serviço, ocorreu o furto. Isso, claro ,não é desculpa para o site deixar de funcionar, mas estamos alterando toda a parte gerencial do IPMet, que deixa de ser ligado à reitoria para fazer parte da Faculdade de Ciências", explica Paulo Noronha, professor do Departamento de Física da FC-Unesp e membro do Conselho Administrativo do IPMet.

R$ 1,2 MILHÃO AO ANO

O custo anual do IPMet é de R$ 1,2 milhão, não contando a folha de pagamento e tendo a reitoria da Unesp como principal fonte dos recursos.

Segundo Noronha, o trabalho do órgão não será alterado. "Do ponto de vista do serviço prestado à comunidade, incluindo a Defesa Civil, nada muda. O que muda é que já estamos no terceiro ano de funcionamento do curso de graduação em meteorologia, inclusive com alunos do Exterior (Timor Leste), então existe agora esta inserção do ensino", frisa. Apesar de estar sob a supervisão da FC, a reitoria continuará enviando a mesma verba anualmente.

Sobre a mudança da nomenclatura, o docente resume. "Isso não foi algo só no IPMet, os institutos isolados da Unesp passaram a ser centros ligados às faculdades", pontua.

Para o reitor da Unesp, Júlio Cézar Durigan, é importante que o IPMet busque novas fontes de recurso. "O que a reitoria envia será mantido. Mas o IPMet pode prestar serviços, fazendo previsões a empresas, fazendas, no agronegócio. Eles já fazem isso e podem potencializar. É uma forma de aumentar o valor para investimentos", defende Durigan.

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