Tribuna do Leitor

Os miseráveis, quem são?

Demerval Assis da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

Miséria, diz o dicionário, significa mendicância, relativo à falta de necessidades básicas para a sobrevivência de uma pessoa. Miséria significa também lástima, vergonha, significa apego ao dinheiro, à maldade, onde quem a pratica é chamado de miserável. Dentre tantos significados, talvez chegue a ser um paradoxo, por suas contradições.


Em nosso país, o que se vê mediante as crises morais? A miserabilidade do ser que chega ao poder, que cada vez mais ricos desafiam o povo e as leis (essas, com certeza, bem mais brandas, a esse tipo de miserável), faz-nos a pensar.


Ficando os segundos, a classe trabalhadora em penúltimo, pelo fato de terem (ainda) seus empregos. E, abaixo disso, ainda temos os que vivem a baixo da ‘linha da miséria’, que seriam os últimos dessa ‘pirâmide’, que com as barrigas cada vez mais murchas e sedentos de um fio esperança, veem uma cratera a crescer à sua frente.


Cheguei a esse título ao fazer parte, ao menos um pouco, da campanha de final de ano social dos Correios, “Papai Noel dos Correios”, onde pudemos ler milhares de cartinhas das crianças, e de pais ou irmãos mais velhos, e seus sonhos, seu pequeninos sonhos de Natal, onde muitos deixam os brinquedos de lado e pedem comida, como ingenuamente escreveu uma delas: “quero ganhar uma cesta de Natal, porque gosto muito de comer, feliz Natal, papai noel”. (Sem saber que itens alimentícios estariam fora da campanha).


Ficando apenas a pergunta: quem são os miseráveis, e até quando essas misérias persistirão nesse gigante que se apequena, de nome Brasil.

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